ac 4637

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Que todas e cada uma das coisas que o Senhor pronunciou nas Parábolas sejam representativas e significativas das coisas espirituais e celestes de Seu Reino, e, no sentido supremo, dos Divinos n’Ele mesmo, é o que se vê claramente; razão pela qual quem não sabe isto não pode, sobre as Parábolas do Senhor, compreender nenhuma outra coisa senão que elas são como analogias comuns [similitudines vulgares], e não escondendo nada mais em seu seio; como esta a respeito das dez virgens, a não ser que se saiba o que, no sentido interno, as ‘virgens’ significam, depois também o que significa ‘dez’, o que ‘cinco’, o que as ‘lâmpadas’, o que os ‘vasos’, o que o ‘azeite’, o que os ‘vendedores’, o que as ‘núpcias’, e as expressões restantes; do mesmo modo em todas as outras Parábolas. As coisas que o Senhor nelas pronunciou se mostram, na forma externa, como analogias comuns, como foi dito; mas na forma interna elas são tais que enchem todo o céu, pois em cada uma há um sentido interno que é tal que o espiritual e celeste desse sentido se propaga [diffundat] pelos céus de todos os lados assim como a luz e a chama. Esse sentido está inteiramente elevado acima do sentido da letra, e ele flui de cada expressão e de cada vocábulo e mesmo de todo iota. O que por sua vez esta Parábola envolve no sentido interno, ver-se-á pelas explicações que se seguem.

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.