Texto
. ‘E Israel amava a José mais do que todos os seus filhos’; que signifique a conjunção do Divino Espiritual do Racional com o Divino Espiritual do Natural, é o que se vê pela representação de ‘Jacó’ como ‘Israel’, que é o Divino Espiritual do Natural, ou o celeste do espiritual proveniente do Natural (n. 4286, 4598); pela representação de ‘José’, que é o Divino Espiritual do Racional, ou o celeste espiritual proveniente do Racional (n. 4286, 4592); e pela significação de ‘amar’, que é ser conjungido, visto que o amor é a conjunção espiritual. Daí é evidente que por ‘Israel amava a José’ é significada a conjunção do Divino Espiritual do Racional com o Divino Espiritual do Natural. Como aqui se trata dessa conjunção, Jacó aqui não é chamado Jacó, como nos vers. 1 e 2, mas é chamado Israel; pode-se até concluir, dessa mudança de nome, que há um arcano contido aqui no sentido interno. Mas o que ocorre com essa conjunção, a saber, da conjunção do Divino Espiritual do Racional com o Divino Espiritual do Natural, é o que não se pode explicar ainda, porque neste capítulo não se trata disso, mas se trata a respeito nos capítulos seguintes, onde esse arcano virá a ser explicado tanto quanto pode sê-lo; aqui se deve somente notar que o Espiritual é predicado tanto do Racional quanto do Natural, pois o Espiritual é o Divino Vero que procede do Senhor, Divino Vero que quando brilha no Racional (ou no Homem Interno), se chama o Espiritual do Racional, e quando, daí, ele brilha no Natural (ou no Homem Externo), é chamado o Espiritual do Natural.