Texto
. ‘Eis que vem esse senhor dos sonhos’; que signifique que essas coisas são vãs, vê-se pela significação dos ‘sonhos’, que são as prédicas (n. 4682); aqui, as prédicas que pertencem ao Divino Vero, porque se trata de José. Como, porém, os que estão na fé só rejeitam o Divino Vero quanto aos seus essenciais, assim como se mostrou a respeito do Divino Humano do Senhor e da caridade, por isso, aqui, pelos sonhos são significadas as coisas vãs. Com efeito, para tais homens os falsos aparecem como veros e os veros como falsos, e se não como falsos ainda assim como coisas vãs; o “senhor dos sonhos” é o pregador deles. Que os Divinos Veros aparecem a tais homens como coisas vãs, pode-se ver por várias coisas, como, por exemplo: É um Divino Vero que a Palavra seja santa e, quanto a cada iota, divinamente inspirada, e que a sua santidade e a sua Divina inspiração vem de que cada coisa nela é representativa e significativa das coisas celestes e espirituais do Reino do Senhor; mas quando a Palavra é aberta quanto ao sentido interno, e se ensina o que cada uma das coisas representam e significam, então aqueles tais que estão na fé só rejeitam esse ensino entre as coisas vãs, dizendo que não é de uso algum, ainda que sejam essas as coisas celestes e espirituais mesmas que afetariam com amenidade o homem interno mais do que as coisas mundanas afetam o homem externo; o mesmo sucede com muitas outras coisas.