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Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Havia também um certo espírito que tinha sido contado, no mundo, entre os mais dignos, e que eu tinha então conhecido, não, porém, qual ele era interiormente. Na outra vida, porém, depois de algumas revoluções do estado de sua vida, manifestou-se que ele era um doloso. Depois de ter estado algum tempo entre os dolosos na outra vida e de ali ter sofrido duramente, quis ser separado de junto deles. Ouviu-o então dizer que queria ir para o céu; ele também tinha crido que era apenas uma recepção por misericórdia, mas se lhe disse que se ele para lá fosse, não poderia lá ficar, e que ali ele seria atormentado como os que no mundo estão na agonia da morte. Mas ainda assim ele insistia. Ele também foi admitido em uma sociedade composta de bons simples, que estão na frente, acima da cabeça; mas desde que lá chegou, começou, segundo a sua vida, a agir com astúcia e dolo; depois do espaço de uma pequena hora os bons dessa sociedade, que eram simples, começaram a se queixar de que lhes arrebatava a percepção do bem e do vero e, daí, o seu prazer, destruindo assim o estado deles. Então foi admitida do céu interior alguma luz, na qual ele apareceu como um diabo, a parte superior de seu nariz horrivelmente sulcada por uma chaga medonha; ele começou também a ser interiormente torturado, e desde que sentiu tal coisa, precipitou-se de lá no inferno. Sendo assim, é mais do que evidente que não há eleição nem recepção por Misericórdia, mas que é a vida que faz o céu. Entretanto todas as coisas da vida do bem e da fé do vero provêm da Misericórdia para aqueles que, no mundo, recebem a Misericórdia, e para eles há a recepção que vem da Misericórdia, e são eles que são chamados eleitos (n. 3755, 3900).

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