Texto
. ‘E te reconduzirá à tua posição’; que signifique que as coisas que pertencem ao sensual sujeitado à parte intelectual serão reconduzidas à ordem para que estejam no último lugar, vê-se pela representação do ‘copeiro’, de quem estas coisas são ditas, que é o sensual sujeitado à parte intelectual (n. 5077, 5082); por conseguinte, as coisas que pertencem ao sensual dele no natural externo, pois o sensual mesmo não reconduz à ordem, mas sim as coisas que por meio dos sensuais entraram na fantasia do homem; e pela significação de ‘reconduzir sobre a tua posição’, que é reconduzir à ordem. E porque os sensuais, isto é, as coisas que do mundo entraram pelos sensórios externos, estão no último lugar, e estão então no último lugar quando servem ministrando, ou seja, servem aos interiores, é por isso que elas são significadas ao mesmo tempo. Esses sensuais, entre os regenerados, estão também no último lugar, mas entre os não regenerados eles estão no primeiro lugar (n. 5077, 5081, 5084, 5089, 5094).
[2] Se os sensuais estão em primeiro lugar ou se estão em último pode ser facilmente apercebido pelo homem se se prestar atenção, se ele afirma tudo que o sensual persuade ou pretende, e se enfraquece tudo que o intelectual dita, então os sensuais estão em primeiro lugar, e então o homem é arrastado pelos apetites, e ele é inteiramente sensual; mas tal homem pouco se afasta da sorte dos animais irracionais, pois estes não são de outro modo arrastados. Ainda mais, ele se acha em uma sorte mais deteriorante se abusa da faculdade intelectual ou racional para confirmar os males e os falsos que os sensuais persuadem e pretendem. Ao contrário, se ele não afirma, mas vê pelo interior os desvios deles nos falsos e as excitações aos males, e se aplica a corrigi-los e assim a reconduzi-los à obediência, isto é, a sujeitá-los à parte intelectual e à voluntária que pertencem ao homem interior, então os sensuais são reconduzidos à ordem para que estejam no último lugar. Quando os sensuais estão no último lugar, então influi a felicidade e a bem-aventurança desde o homem interior nos prazeres dos sensuais, e faz com que esses prazeres excedam mil vezes os prazeres anteriores. Que assim seja, o homem sensual, porque não compreende que tal coisa aconteça, ele também não crê; e porque não sente nenhum outro prazer, nem cogita que possa haver um prazer superior, ele considera como nada a felicidade e a bem-aventurança interiormente nos prazeres dos sensuais. Aquilo que é ignorado por alguém, isto se crê não existir.