ac 5165

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E reconduziu o líder dos copeiros à sua propinação516’; que signifique que os sensuais da parte intelectual tenham sido recebidos e subordinados, vê-se pela representação do ‘líder dos copeiros’, que são em geral os sensuais sujeitados à parte intelectual (do que acima se tratou); e pela significação de ‘reconduzir à sua propinação’, que é redirecionar à ordem sob o intelectual. Que ‘reconduzir sobre o posto’ seja redirecionar à ordem para que estejam no último lugar, foi visto (n. 5125); aqui, é sobre a propinação, porque a propinação e as coisas que pertencem à propinação, como o vinho, o vinho doce, a cerveja, a água, são predicadas das coisas que pertencem ao entendimento, como também a ação de dar de beber e a ação de beber (n. 3069, 3168, 3772, 4017); daí é evidente que por reconduzir o líder dos copeiros à sua propinação é redirecionar à ordem os sensuais da parte intelectual, assim, recebê-los e subordiná-los.
[2] Esses sensuais são recebidos e subordinados quando prestam serviços [ministrant] e servem de meios aos interiores, tanto para produzir em ato quanto para ver por dentro. Com efeito, o homem, nos sensuais que pertencem ao natural exterior, vê os interiores quase do mesmo modo que ele vê as afeições na face e afeições mais interiores ainda nos olhos; sem uma tal face interior, ou sem tal plano, o homem, no corpo, não pode de modo algum pensar a respeito das coisas que estão acima dos sensuais, porquanto ali ele vê essas coisas como quando um homem vê na face de um outro as afeições e os pensamentos, não atentando para a face mesma; e também como, quando ouve um outro falando, não prestando atenção às palavras, mas ao sentido da linguagem. A linguagem mesma das palavras é o plano em que está esse sentido. O mesmo acontece com o natural exterior: a não ser que este servisse aos interiores como um plano em que os interiores se veem como em um espelho, de modo algum o homem poderia pensar; é por isso que este plano é formado primeiramente, a saber, desde a infância. Mas essas coisas são ignoradas, porque as coisas que existem interiormente no homem não se evidenciam sem uma reflexão interior. Qual é o natural exterior, isto se evidencia manifestamente na outra vida, pois a face dos espíritos e dos anjos é formada a partir desse natural e de acordo com ele. Na luz do céu, por meio dessa face, se mostram com brilho as coisas interiores, principalmente as intenções (ou fins). Se o amor ao Senhor e a caridade para com o próximo tiverem formado os interiores, então daí provém esplendor na face, e a face mesma é o amor e caridade em forma. Mas se o amor de si e do mundo e, daí, os ódios, as vinganças, as crueldades e as outras posições semelhantes, formaram os interiores, então daí vem o diabólico na face, e a face mesma é o ódio, a vingança e a crueldade em forma. Daí se pode ver o que é e para que uso é o natural exterior, qual ele é quando foi submetido aos interiores, então qual ele é quando está sujeito aos interiores ou qual ele é quando os interiores lhe foram sujeitados.

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