Texto
. ‘Constitua-o sobre a terra do Egito’; que signifique que porão todas coisas em ordem na mente natural, vê-se pela significação de ‘constituir sobre alguma coisa’, que é prepor [ou encarregar] alguém que ponha em ordem, assim, também pôr em ordem; e pela significação da ‘terra do Egito’, que é a mente natural (como acima, n. 5276, 5278, 5279); aqui, por ‘o’ se entende o varão inteligente e sábio, pelo qual o vero e o bem são significados; daí é evidente que por essas palavras é significado que o vero e o bem porão todas as coisas em ordem no natural. É também o bem e o vero que põem todas e cada uma das coisas em ordem na mente natural, uma vez que eles influem desde o interior e, assim, eles as dispõem. Quem não conhece como acontece com a faculdade intelectual do homem, e de que modo o homem pode intuir as coisas, percebê-las, pensar analiticamente, daí, concluir e, enfim, referi[-las] à vontade e, pela vontade, pôr em ato, este com nada se surpreende nessas operações, considerando que elas fluam todas assim de um modo natural, não sabendo de modo algum que todas as coisas, em geral e em particular, provêm de um influxo do Senhor por meio do céu, e que sem esse influxo o homem não pode pensar a menor coisa, e que, cessando o influxo, cessa o todo do pensamento. Por isso ele não sabe também que o bem que influi do Senhor por meio do céu põe todas as coisas em ordem e que forma a equivalência do céu, tanto quanto o homem permite, e que, daí, o pensamento flui convenientemente para a forma celeste. A forma celeste é essa forma em que as sociedades celestes foram postas em ordem, e as sociedades celestes foram postas em ordem segundo a forma que induz o bem e vero que procede do Senhor.