Texto
. ‘Ceras, e stacten’; que signifique os veros que pertencem ao bem natural interior, vê-se pela significação da ‘cera’, aqui, da ‘cera aromática’, que é o vero que pertence ao bem, de que se tratará no que segue; e pela significação de ‘stacten’, que é também o vero proveniente do bem (n. 4748). Que um e o outro pertençam ao natural interior, é porque esses aromáticos são mais puros do que a resina e o mel, e por isso eles são nomeados em segundo lugar, porquanto, na Palavra, tais coisas são sempre recenseadas segundo a ordem. Pela ‘cera’ ali não se entende uma cera comum, mas uma cera aromática, que é como o estoraque; essa cera é expressa, na língua original, por meio de um vocábulo que exprime também o aroma571. Daí é evidente por que motivo essa cera aromática significa o vero que pertence ao bem. Com efeito, todos os aromas, porque exalam um perfume suave, significam, no sentido interno, os veros que provêm do bem; pode-se ver isto a partir disso, que os veros provenientes do bem são percebidos assim no céu com amenidade, como um perfume suave no mundo; é por isso também que as percepções dos anjos, quando são vertidas em cheiros, o que acontece por beneplácito do Senhor muitas vezes, então são sentidas como fragrâncias [ou exalações] de [ervas] aromáticas e flores. Vem daí que os incensos e os perfumes tinham sido feitos de materiais exalando cheiros agradáveis, e eram empregados em um uso santo; e também vem daí que os aromáticos foram mesclados ao óleo de unção. Aquele que não sabe que tais coisas tiram a sua causa dos perceptivos no céu, pode opinar que elas tenham sido ordenadas somente para tornar agradável o culto externo, e que nada houvesse então nelas do céu ou nada de santo, consequentemente, [que] tais coisas do culto não tivessem em si o Divino. (Vejam-se as coisas que foram demonstradas precedentemente sobre esses objetos, a saber, que os ‘incensos’ e os ‘perfumes’, depois, as [fragrâncias ou] ‘exalações odoríferas no óleo de unção’, eram coisas representativas das coisas espirituais e celestes, n. 4748. Que as esferas da fé e do amor sejam vertidas em cheiros agradáveis, e que, por isso, os cheiros agradáveis e os perfumes suaves, e também os cheiros aromáticos, signifiquem os veros da fé que provêm do bem do amor, n. 1514, 1517, 1518, 1519, 4618.)