Texto
. ‘O vosso Deus, e Deus de vosso pai’; que signifique o Divino Humano do Senhor, pode-se ver a partir disso, que, na Palavra, nos lugares em que ‘Deus’ ou ‘JEHOVAH’ é nomeado, entende-se o Senhor, e não um outro (n. 1343, 1736, 2921, 3035); e quando se diz ‘vosso Deus’ e ‘o Deus de vosso pai’, isto é, o Deus de Israel e de Jacó, e de seus filhos, entende-se o Divino Humano do Senhor e, de fato, quanto ao Divino Natural (n. 3305, 4286, 4570), pois Israel representava o Senhor quanto ao Natural interior, e Jacó quanto ao Natural exterior, e os filhos quanto aos veros nesse Natural.
[2] Que por ‘Deus’ e ‘JEHOVAH’, na Palavra, se tenha entendido o Senhor, a Igreja Judaica não soube, nem a Igreja Cristã hoje sabe. Que a Igreja Cristã não o tenha sabido, é porque ela distingue o Divino em três pessoas. Mas a Antiga Igreja, que existiu depois do dilúvio, e principalmente a Igreja Antiquíssima, que existiu antes do dilúvio, não entenderam por JEHOVAH e por Deus nenhum outro senão o Senhor, e na realidade Ele quanto ao Divino Humano; eles tiveram conhecimento também a respeito do Divino mesmo que está no Senhor e que Ele chama Seu Pai, mas a respeito desse Divino mesmo que está no Senhor, não puderam pensar, mas pensavam no Divino Humano, consequentemente, não puderam ser conjungidos a outro Divino, porquanto a conjunção se faz por meio do pensamento que pertence ao entendimento, e por meio da afeição que pertence à vontade, assim, pela fé e pelo amor. De fato, quando se pensa a respeito do Divino mesmo, o pensamento cai como em um universo ilimitado e assim se dissipa, de onde resulta que não há nenhuma conjunção; é diferente quando se pensa a respeito do Divino mesmo como Divino Humano. E eles também souberam que a não ser que estivessem conjungidos ao Divino, não poderiam ser salvos.
[3] É por essa razão que foi o Divino Humano que as antigas igrejas adoraram; JEHOVAH também se manifestou entre eles no Divino Humano; e o Divino Homem foi o Divino mesmo no céu, uma vez que o céu constitui um só homem, que se chama o Máximo Homem, de que se tem tratado até agora nos fins dos capítulos. Esse Divino no céu não é outro senão o Divino mesmo, mas no céu como Divino Homem; é esse Homem que o Senhor assumiu e que Ele fez em Si Divino, e uniu ao Divino mesmo como Ele estivera unido pela eternidade, pois desde a eternidade foi um só; e isso porque o gênero humano não teria podido ser salvo de outra forma. Com efeito, não podia ser mais suficiente que o Divino mesmo por meio do céu, assim, por meio desse Divino Humano [que estava no céu], pudesse influir nas mentes humanas; é por causa disso que o Divino mesmo quis unir em Si ativamente o Divino Humano por meio de um humano tomado no mundo; este e aquele é o Senhor.