ac 5689

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘E disse: DEUS seja para ti gracioso, meu filho’; que signifique que o Divino também está no espiritual do celeste, que é o intermediário, porque ele procede do celeste do espiritual, que é o vero que procede do Divino, vê-se pela significação de ‘Deus ser gracioso’, quando isso é dito pelo celeste do espiritual, que é José, ao espiritual do celeste, que é Benjamin, e também quando ele o chama seu filho, que é o Divino também no espiritual do celeste, que é o intermediário, porque ele procede do celeste do espiritual, que é o vero procedente do Divino. Que ‘Benjamin’ seja o espiritual do celeste, foi visto (n. 3969, 4592); e que seja o intermediário, n. 5411, 5413, 5443, 5639.
[2] Como no sentido supremo, como foi dito acima, o interno humano do Senhor foi o celeste do espiritual, e esse foi o vero procedente do Divino, ou o mais próximo revestimento do Divino mesmo no Senhor, e como o espiritual do celeste, que é o intermediário, procedeu desse celeste, segue-se que o Divino também estava no espiritual do celeste. O que procede de uma coisa, isto obtém a sua essência da coisa de que procede, mas reveste-se de tais coisas que servem a comunicação, assim, ao uso em uma esfera inferior; as coisas de que ele se reveste são tiradas de coisas que estão na esfera inferior, a fim de que o interno de que ele procede possa agir na esfera inferior por meio de tais coisas que ali estão.
[3] O que dá a essência é como um pai, pois a essência é a alma; e o que dá o revestimento é a mãe, pois o revestimento é o corpo dessa alma. Daí vem que acima se tenha dito que o intermediário deve tirar de um e do outro para que seja o intermediário, o seu do interno como de um pai, e o seu do externo como de uma mãe.

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