. (Vers. 3) "E o Que estava assentado era em aparência semelhante à pedra de jaspe e à de sárdio". Que isto signifique a aparência do Senhor quanto ao Divino Vero transluzente pelo Divino Bem do Divino Amor vê-se pela significação de 'Um assentado sobre o trono', que é o Senhor quanto ao juízo final (de que se tratou há pouco, acima, nº 267); pela significação de 'semelhante em aparência', que é a aparência; pela significação de 'pedra de jaspe' que é o amor espiritual do vero (de que se tratará a seguir); e pela significação de 'pedra de sárdio', que é o amor celeste do bem. Assim, pela 'pedra de jaspe e a de sárdio' semelhante às quais o Senhor Se mostrou em aparência, é significado o Divino Vero transluzindo do Divino Bem do Divino Amor.
[2] Que 'jaspe' signifique o Divino Amor do Vero ou o Divino Vero procedente vê-se pelas passagens na Palavra onde o jaspe é nomeado, como em Êx. 28:20 e Ez. 28:13, e também no Apocalipse:
"O luminar" da santa Jerusalém "semelhante a pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente" (Ap. 21:11);
o 'luminar da santa Jerusalém' significa o Divino Vero da igreja luzindo; o 'luminar' é o vero mesmo luzindo, e 'Jerusalém' a igreja quanto à doutrina; esta é assemelhada à pedra de jaspe porque o 'jaspe' significa o mesmo. E, em outra passagem:
"A estrutura do muro" da santa Jerusalém "era de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante ao vidro puro" (Ap. 21:18).
Diz- se que o 'muro' da santa Jerusalém era 'de jaspe' porque pelo 'muro' é significado o Divino Vero que protege; e como o 'muro' significa isso, por isso se diz que a primeira pedra de suas fundações era 'de jaspe' (vers. 19); a 'fundação' significa o vero sobre o qual se funda a igreja.
[3] Diz-se também que era 'de sárdio' porque essa pedra significa o bem; aqui, o Divino Bem, porque se trata do Senhor. É essa pedra que se chama 'piropo' que, por brilhar como pelo fogo, por uma e outra pedras é significado o transluzimento do vero pelo bem. (Todas as pedras preciosas significam veros do céu e da igreja, provenientes do bem, como se vê nos nºs 114, 9863, 9865, 9868 e 9873. Assim é que no peitoral de Abrahão que se chama Urim e Thumim foram postas doze pedras preciosas e por elas era dada a resposta pelo seu brilho e, ao mesmo tempo, pela percepção do assunto interrogado, ou por viva voz, como se vê no nº 9905).
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