. (Vers. 14). “E os quatro animais diziam: Amém”. Que isto signifique a confirmação desde o Senhor pelo céu íntimo, vê-se pela significação de ‘quatro animais’ ou querubins, que, no sentido supremo, é o Senhor quanto à providência e a guarda para que não haja acesso senão pelo bem do amor (de que se tratou acima, n° 152, no fim, e n° 277), e, no sentido relativo, é o céu íntimo ou terceiro (n° 313 e 322); e pela significação de ‘amém’ que é a confirmação desde o Senhor e a verdade (de que também se tratou acima, n° 34 e 238). Por aí é evidente que pelos ‘quatro animais que diziam amém’ é significada a confirmação desde o Senhor pelo céu íntimo. Que as coisas que foram ditas até aqui pelo anjos dos três céus sejam confirmadas pelo Senhor é porque todas as coisas que eles disseram não eram de si mesmos, mas do Senhor, pois era o reconhecimento do Seu Divino no Humano, a glorificação por causa disso e a ação de graças porque todo bem e vero e, assim, toda sabedoria e inteligência são provenientes d’Ele. Os anjos não poderiam dizer isso por si mesmos, mas pelo Senhor, por um ditame interior ou um influxo. Com efeito, anjos são homens, e sequer podem nomear o Senhor por si, nem, por conseguinte, reconhecê-Lo e glorificá-Lo por si. Daí é que as coisas ditas por eles sejam confirmadas pelo Senhor com o ‘amém’, que significa a verdade da fé e a fé mesma. É também segundo a ordem Divina que o Senhor confirme os veros que o anjo e o homem falem como por si, ainda que não seja de si; mas os confirma no seu coração por um afirmativo que não sobe manifestamente em seu pensamento, mas por uma plena aquiescência da mente procedendo de uma afeição interna, que é da paz e de seu prazer. Essa confirmação é que se entende no genuíno sentido interno por esse manifesto ouvido por João.
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