AE 415

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

Explicatione super Apocalypsin

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A Explicação do Apocalipse
ou
Apocalipse Explicado

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O Apocalipse explicado de acordo com o sentido espiritual,
em que são desvendados os arcanos ali preditos
e que têm estado ocultos até agora.

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Obra póstuma de
Emanuel Swedenborg

Volume III
Parágrafos 414 a
Apocalipse, Capítulos 7 a
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Tradução por C. R. Nobre

Edições das Doutrinas Celestes para a Nova Jerusalém
Brasil, 2011

Explicação do Apocalipse
(Apocalipse Explicado)
Traduzido do latim
Explicatione super Apocalypsin
(O Apocalipse explicado de acordo com o sentido espiritual, em que são desvendados os arcanos ali preditos e que têm estado ocultos até agora).
Obra póstuma de Emanuel Swedenborg
Tradução:
Cristóvão Rabelo Nobre
Revisão:
Direitos reservados às
Edições das Doutrinas Celestes para a Nova Jerusalém
Brasil, 2011

Apocalipse Explicado

Apocalipse
Capítulo Sétimo
1. Depois disto vi quatro anjos em pé sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.
2. E vi outro anjo subindo do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, aos quais foi dado danificar a terra e o mar,
3. Dizendo: Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus nas suas testas.
4. E ouvi o número dos assinalados, cento e quarenta e quarto mil assinalados de toda tribo de Israel.
5. Da tribo de Judah, doze mil assinalados; da tribo de Reuben, doze mil assinalados; da tribo de Gade, doze mil assinalados.
6. Da tribo de Asher, doze mil assinalados; da tribo de Naftali, doze mil assinalados; da tribo de Manassés, doze mil assinalados.
7. Da tribo de Simeão, doze mil assinalados; da tribo de Levi, doze mil assinalados; da tribo de Issacar, doze mil assinalados.
8. Da tribo de Zebulon, doze mil assinalados; da tribo de José, doze mil assinalados; da tribo de Benjamin, doze mil assinalados.
9. Depois disto vi, e eis uma grande multidão, que ninguém poderia numerar, de toda nação e tribos, e povos e línguas, de pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de estolas1 brancas e com palmas em suas mãos.
10. E clamando com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus que está sentando no trono, e ao Cordeiro.
11. E todos os anjos estavam de pé ao redor do trono, e os anciãos, e os quatro animais, e caíram sobre as suas faces diante do trono, e adoraram a Deus,
12. Dizendo: Amém. Bênção e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder e força ao nosso Deus no século dos séculos. Amém.
13. E respondeu um dos anciãos, dizendo-me: Estes, vestidos de estolas brancas, quem são e de onde vieram?
14. E disse-lhe: Senhor, tu o sabes. E me disse: Esses são os que vieram da grande tribulação, e lavaram suas estolas e alvejaram suas estolas no sangue do Cordeiro.
15. Por isso estão diante do trono de Deus, e servem a Ele dia e noite em Seu templo, e Aquele que está sentado no trono habitará sobre eles.
16. Não mais terão fome, nem mais sentirão sede, nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum.
17. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará, e os conduzirá às fontes vivas de águas; e Deus enxugará de seus olhos toda lágrima.
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Explicação
415. (Vers. 1) “E depois disto vi quatro anjos em pé sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma”.
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[i.] (Vers. 1) “E depois disto vi” significa uma nova percepção a respeito do estado do céu antes do juízo final (n. 416); “quatro anjos em pé sobre os quatro cantos da terra” significa o Divino proveniente do Senhor procedendo em todo o mundo espiritual (n. 417); “retendo os quatro ventos da terra” significa a moderação [bloqueio] ??? de seu influxo (n. 418); “para que nenhum vento soprasse” significa para que os bons não fossem prejudicados nem os maus fossem expulsos antes do dia (n. 419); “sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre toda árvore” significa em toda parte no mundo espiritual até os seus últimos, naqueles em que havia alguma percepção (n. 420).
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