. (Vers. 11) “E tinham sobre si um rei, o anjo do abismo.” Que isto signifique que receberiam influxo do inferno, onde se acham os que estão nos falsos do mal e são meramente sensuais, vê-se pela significação de ‘rei’, que é o vero do bem, e, no sentido oposto, como é o caso aqui, o falso do mal (de que se tratou acima, n. 31); e pela significação de ‘anjo do abismo’, que é o inferno onde estão os falsos do mal, pois por ‘anjo’ não se entende um anjo, mas é significado o inferno onde estão os tais. Que por ‘anjo’, na Palavra, entendam-se sociedades angélicas inteiras que estão em semelhante bem, vê-se acima, n. 90, 302 e 307). Daí também, por ‘anjo’, no sentido oposto, são significadas as sociedades infernais que estão em semelhante mal. Que sejam os infernos onde estão os que se acham nos falsos do mal e que são meramente sensuais, é porque se diz ‘anjo do abismo’ e pelo ‘abismos’ é significado o inferno onde eles estão (vê-se acima, n. 583), e porque isto se diz dos 'gafanhotos', pelos quais são significados os homens que se tornaram meramente sensuais pelos falsos enfermais (vide acima, n. 543). Que ‘ter um rei sobre si’ signifique isto e daí receber o influxo é porque todos os males e, daí, falsos, são provenientes do inferno e porque todos os que estão nos males e nos falsos daí são governados e conduzidos pelos infernos. Por isso, o inferno é para eles como um rei que domina sobre eles e a quem prestam obediência. Como isto se faz pelo influxo quando vivem no mundo, e o fluxo daí conduz, assim, por ‘ter sobre si um rei’ é significado receber o influxo.
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