. (Vers. 16) “E o número dos exércitos dos cavaleiros: duas miríades de miríades.” Que isto signifique os inumeráveis falsos do mal, dos quais e pelos quais vêm os raciocínios que conspiram contra os veros do bem vê-se pela significação de ‘exércitos’, que são os falsos do mal (de que se tratará a seguir); pela significa de ‘cavaleiros’, que são os raciocínios daí, porque os ‘cavalos’ significam o entendimento do vero e, no sentido oposto, o entendimento pervertido e destruído (vê-se acima, n. 355, 364, 372, 373, 381 e 382); daí, por ‘cavaleiro’, nesse sentido, são dos os raciocínios pelos falsos, por os raciocínios pelos falsos pertencem ao entendimento pervertido e destruído, porquanto os veros fazem o entendimento, mas os falsos o destroem; e pela significação de ‘duas miríades de miríades’, que são os [falsos] inumeráveis que conspiram contra os veros do bem. (Que ‘miríades’ signifiquem coisas inumeráveis, e se atribuam aos veros, vê-se acima, n. 366). E como se dizem ‘duas miríades de miríades’ são significadas coisas inumeráveis conjuntas e que conspiram, pois ‘dois’ significa a conjunção, o consenso e a conspiração (vide acima, n. 283 e 384). Que seja contra os veros e bens é porque na sequência se trata da destruição do vero pelos exércitos desses cavaleiros. Por aí se pode ver que ‘o número dos exércitos dos cavaleiros era duas miríades de miríades’ significa os falsos do mal, dos quais e pelos quais vêm os inumeráveis raciocínios que conspiram contra os veros do bem.
[2] Na Palavra se fala muitas vezes de ‘exército’, e também o Senhor é chamado ‘Jehovah dos Exércitos’ ou ‘Zebaoth’, e pelo ‘exército’ aí são significados os veros do bem, que lutam contra os falsos do mal, e, no sentido oposto, os falsos do mal, que lutam contra os veros do bem. Que tais coisas sejam significadas na Palavra pelo ‘exército’ é porque as ‘guerras’ na Palavra, tanto na histórica quanto na profética, significam no sentido interno as guerras espirituais, que se movem contra o inferno e contra a turba diabólica ali, e essas guerras se referem aos veros e bens contra os falsos e males. Daí é que os ‘exércitos’ significam todos os veros do bem e, no sentido oposto, todos os falsos do mal. Que signifiquem todos os veros do bem pode-se ver pelo fato de que o sol, a lua, as estrelas e também os anjos são chamados ‘exércitos de Jehovah’, porque eles significam todos os veros do bem em conjunto. E também os filhos de Israel são chamados ‘exército’, porque por eles são significados os veros e bens da igreja. E como todos os veros e bens vêm do Senhor, e só Ele luta em favor de todos no céu e de todos na igreja contra os falsos e males que vêm do inverno, por isso Ele é chamado ‘Jehovah Zebaoth’, isto é, ‘dos Exércitos’.
[3] Que o sol, a lua e as estrelas sejam chamados ‘exércitos’ vê-se pelas seguintes passagens. Em Moisés:
“Foram acabados... o céu e a terra, e todos os seus exércitos” (Gn. 2:1);
em David:
“Pela Palavra de Jehovah foram feitos os céus, e pelo espírito de Sua boca, todos os seus exércitos” (Sl. 33:6);
no mesmo:
“Louvai” a Jehovah, “todos os Seus anjos! Louvai-O, todos os Seus exércitos! Louvai-O, sol e lua! Louvai-O todas as estrelas de luz” (Sl. 148:2, 3);
em Isaías:
“Todo o exército dos céus se consumirá, e os céus enrolar-se-ão como um rolo, e todo o seu exército cairá, como a folha cai da videira, e como cai da figueira” (Is. 34:4);
no mesmo:
“Eu fiz a terra, e criei o homem sobre ela;... com Minhas mãos os céus foram expandidos, e a todo o seu exército ordenei” (Is. 45:12);
no mesmo:
“Levantai ao alto os vossos olhos e vede quem criou essas coisas, quem faz sair em número os seus exércitos, a todos chama pelo nome” (Is. 40:26);
em Jeremias:
“Assim como não se numera o exército dos céus, e [não] se numera a areia do mar” (Jr. 33:22).
Nessas passagens, o sol, a lua e as estrelas são chamados ‘exércitos’ porque pelo ‘sol’ é significado o bem do amor, pela ‘lua’ o vero do bem e pelas estralas são significadas as cognições do vero e do bem; por conseguintes, por eles são significados os bens e veros em todo o conjunto, os quais são chamados ‘exércitos’ porque resistem aos males e falsos, e perpetuamente os vencem como inimigos.
[4] Em Daniel:
O chifre de um bode “cresceu até o exército dos céus, e lançou na terra [parte] do exército e das estrelas, e a pisou. Levantou-se até mesmo ao Príncipe do exército, e arrebatou-Lhe a [oferta] contínuo, e derrubou o habitáculo do Seu santuário. E o exército foi entregue sobre o contínuo em prevaricação, porque abateu a verdade na terra... Um santo disse: Até quando esta visão, a oferta contínua e a prevaricação que devasta, para que o santo e o exército sejam entregues para serem pisados? E disse: ... Até à tarde, a manhã” (Dn. 8:10-14);
o que aí é significado pelo ‘bode’, ‘seus chifres’ e o ‘chifre’ que cresceu até o exército dos céus vê-se acima (n. 316, 336 e 535); pelo ‘exército dos céus’, do qual derrubou uma parte na terra, entendem-se os veros e bens do céu, pois se trata do último estado da igreja, quando os veros e bens do céu são desprezados e rejeitados, o que é significado por ‘pisou-a’, pelo que também se segue ‘abateu a verdade na terra’. Por ‘Príncipe do exército’ entende-se o Senhor, que é chamado também ‘Jehovah Deus Zebaoth’ ou ‘dos Exércitos’. Que pereceria todo culto proveniente do bem do amor e dos veros da fé é significado por ‘e arrebatou-Lhe a [oferta] contínuo, e derrubou o habitáculo do Seu santuário’. Que isto aconteceria no fim da igreja, quando o Senhor viesse ao mundo, é significado ‘até a tarde, a manhã’; por ‘tarde’ é significado o último tempo da velha igreja, e por ‘manhã’ o primeiro tempo da nova igreja.
[5] Que os anjos sejam chamados ‘exércitos’ vê-se por estas passagens. Em Joel:
“Jehovah proferiu Sua voz diante de Seu exército, porque muito grande é o Seu acampamento” (Jl. 2:11);
em Zacarias:
“Porei acampamentos para minha casa, do exército, por causa dos que vão e voltam, para que não passe mais sobre eles o exator” (Zc. 9:8);
em David:
“Bendizei Jehovah, todos os Seus exércitos, ministros Seus, que fazem a Sua vontade” (Sl. 103:21);
no Livro Primeiro dos Reis:
Micaías, o profeta, disse ao rei: “Vi Jehovah sentado sobre Seu trono, e todo o exército dos céus de pé junto d’Ele, à Sua direita e à Sua esquerda... e este disse de uma maneira e aquele de outra” (I Re. 22:19, 20);
no Apocalipse:
“Os Seus exércitos no céu O seguiam sobre cavalos brancos, vestidos de linho fino, branco e puro” (Ap. 19:14);
e, em outra passagem,
“Vi a besta e os reis da terra, e os seus exércitos congregados para fazerem guerra Àquele que estava sentado sobre o cavalo branco, e ao Seu exército” (Ap. 19:19).
Que os anjos congregados ou a consociação deles sejam chamados ‘exércitos’ é porque os ‘anjos’, semelhantemente ao ‘exército’, significam os Divinos veros e bens, porquanto são recipientes desses, provenientes do Senhor (a cujo se respeito se vê acima, n. 130, 200 e 302).
[6] Por isso também é que os filhos de Israel, por significarem os veros e bens da igreja, são chamados ‘exército’, como nas passagens que se seguem. Em Moisés:
“Jehovah disse: Conduz os filhos de Israel da terra do Egito, conforme os seus exércitos” (Êx. 6:26);
no mesmo:
“Farei sair o Meu exército, Meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito, por grandes juízos” (Êx. 7:4; 12:17);
no mesmo:
“Aconteceu que naquele mesmo dia saíram todos os exércitos de Jehovah da terra do Egito” (Êx. 12:41);
no mesmo:
Recensearás “todos os que saem em exército” (Nm. 1:3 e seq.).
Que os acampamentos se reunissem ao redor da Tenda da assembleia, e também marchassem conforme seus exércitos (Nm. 2:3, 9, 16, 24);
no mesmo:
Que os levitas fossem tomados para exercerem a milícia, para fazerem a obra na Tenda da assembleia (Nm. 4:3, 23, 30, 39).
Que os filhos de Israel tenham sido chamados ‘exército de Jehovah’ era porque representavam a igreja e significam todos os seus veros e bens (vê-se nos Arcanos Celestes, n. 5414, 5801, 5803, 5806, 5812, 5817, 5819, 5826, 5833, 5879, 5951, 6637, 6862, 6868, 7035, 7062, 7198, 7201, 7215, 7223, 7957, 8234, 8805 e 9340). Que sejam chamados ‘exércitos’, no plural, é porque cada uma das tribos era chamada ‘exército’, como se pode ver em Moisés: quando lhe foi ordenado que fizesse o censo de todos conforme os seus exércitos, eles foram recenseados conforme as tribos (Nm. 2:3, 9 e seq.). De modo semelhante, quando os acampamentos se reuniram em redor da Tenda da assembleia conforme as tribos, foi dito ‘conforme os seus exércitos’(Nm. 2:3, 9 e seq.). Que as tribos tenham sido chamadas ‘exércitos’ é porque as doze tribos tomadas juntamente representavam todos os veros e bens da igreja, e cada tribo algum universal essencial dela (a cujo respeito se vê acima, n. 431).
[7] Por aí se pode ver que os veros e bens do céu e da igreja se entendem por ‘exército’ na Palavra, pelo que é claramente evidente de onde procede que Jehovah é chamado ‘Jehovah Zebaoth’ e ‘Jehovah Deus Zebaoth’, isto é, ‘dos Exércitos’ (como Is. 1:9, 24; 2:12; 3:1, 15; 5:7, 9, 16, 24; 6:3, 5; 8:13, 18; 14:22, 23, 24, 27; 17:3; 25:6; 28:5, 22, 29; 29:6; 31:4, 5; 37:16; Jr. 5:14; 38:17; 44:7; Am. 5:16; Hag. 1:9, 14; 2:4, 8, 23; Zc. 1:3; Ml. 2:12 e várias outras passagens).
[8] Por aí agora é evidente que por ‘exércitos’ são significados os veros e bens do céu e da igreja em todo o conjunto. E cinto que a maioria das coisas na Palavra tem também um sentido oposto, assim também ‘exércitos’, no qual sentido significam os falsos e males em todo o conjunto, como nas passagens que se seguem. Em Jeremias:
“Sobre os tetos” das casas “ofereceram incenso de todo o exército dos céus, e fizeram libações a outros deuses” (Jr. 19:13);
em Sofonias:
“Adoram sobre os tetos do exército dos céus” (Sf. 1:5);
em Moisés:
“Para que não te inclines e sirvas ao sol, à lua, às estrelas e a todo o exército dos céus” (Dt. 4:19; 17:3);
em Jeremias:
“Espalharão” os ossos tirados dos sepulcros “ao sol, à lua e ao exército dos céus, aos quais tinham amado e servido” (Jr. 8:2);
por ‘exército dos céus’ entendem-se aqui o sol, a lua e as estrelas, porque por eles são significados todos os bens e veros em conjunto; aqui, porém, são significados todos os males e falsos em conjunto, porque pelo ‘sol’, no sentido oposto, como aqui, é significado todo mal que se origina do amor de si; pela ‘lua’, o falso daí, e pelas ‘estrelas’, os falsos em geral. (Que o ‘sol, a lua e as estrelas’ no mundo natural signifiquem os horrendos falsos e males, quando eles são adorados em lugar do Sol e da Lua do céu angélico, vê-se na obra O Céu e o Inferno, n. 122 e 123, como também acima, n. 401, 402 e 525). E como os veros do bem lutam contra os falsos do mal, e, vice-versa, os falsos do mal lutam contra os veros do bem, por isso são chamados ‘exércitos’. Com efeito, há uma luta contínua, pois os males e falsos exalam continuamente dos infernos, esforçando-se para destruir os veros do bem que estão no céu e vêm do céu, e continuamente resistem. Porque em toda parte, no mundo espiritual, há um equilíbrio entre o céu e o inferno, e onde há o equilíbrio aí há continuamente duas forças que agem contra si mesmas; uma age e a outra reage, e a contínua ação e reação é a contínua luta, mas o equilíbrio é provido pelo Senhor. (A esse respeito se vê na obra O Céu e o Inferno, n. 589-596 e 597-603). E visto que há essa contínua luta entre o céu e o inferno, por isso todas as coisas do céu são chamadas ‘exércitos’, como também todas as coisas do inferno. Todas as coisas do céu se referem aos bens e veros, e todas as do inferno se referem aos males e falsos.
[9] Daí é, pois, que ‘exércitos’ significam os falsos do mal nas seguintes passagens. Em Isaías:
“A ira de Jehovah contra todas as nações, e inflamação contra todo o seu exército; condenou-os, entregou-os à matança” (Is. 34:2);
por ‘nações’ são significados os males, e por ‘exército’ os falsos do mal; a total destruição deles é significada por ‘condenou-os, entregou-os à matança’.
[10] No mesmo:
“Voz de multidão nos montes, como de um grande povo. Voz de tumulto dos reinos de nações congregadas, Jehovah Zebaoth conduz o exército.” (Is. 13:4);
‘voz de multidão nos montes’ significa os falsos dos males; ‘multidão’ são os falsos, e ‘montes’ os males; ‘como de um grande povo’ significa a aparência como de vero do bem; ‘como’ é a aparência, ‘povo’ os que estão nos veros, por conseguinte, os veros, e ‘grande’ se atribui ao bem; ‘voz de tumulto dos reinos de nações congregadas’ significa a dissensão da igreja, dissensão essa oriunda dos males e, daí, dos falsos; ‘voz de tumulto’ significa a dissensão, ‘reinos’ significam as igrejas quanto aos veros e quanto aos falsos’ e ‘nações congregadas’ quanto ao males e, daí, os falsos que conspiram contra os veros e bens da igreja; ‘Jehovah Zebaoth conduz o exército’ significa que o Senhor o faz. Isto é atribuído ao Senhor, como é evidente pelo versículo seguinte ali, o quinto, onde é dito: “Jehovah veio com os vasos de Sua ira para destruir toda a terra”. Isto é atribuído ao Senhor, assim como o mal, a pena do mal e a destruição da igreja, em outra passagem, pelo fato de que assim parece, porque o sentido da letra da Palavra é segundo as aparências, mas por aí se entende, no sentido espiritual, que o próprio homem da igreja faz isso.
[11] Em Jeremias:
“Não poupeis os jovens; entregai à destruição todo o seu exército” (Jr. 51:3).
Essas palavras são a respeito de Babel, e por ‘não poupeis os jovens’ é significada a destruição dos falsos confirmatórios; por ‘entregai à destruição todo o seu exército’ é significada a total destruição dos falsos pelos males que eles têm, assim, a destruição de Babel. Os falsos do mal também são significados
Pelo exército dos caldeus e pelo exército de faraó (Jr. 37:7, 10, 11, e seq.);
e em Moisés:
“As águas retornaram e cobriram os carros e os cavaleiros, com todo o exército do faraó” (Êx. 14:28; 15:4);
(palavras que se veem explicadas acima, n. 355, e nos Arcanos Celestes, n. 8230 e 8275).
[12] Em Daniel:
“Retornará o rei do setentrião, e apresentará uma grande multidão, maior do que a anterior, e sob o fim dos tempos dos anos virá com grande exército e com grandes riquezas. (...) Suscitará suas forças e seu coração contra o rei do meio-dia com grande exército, e o rei do meio-dia sairá à guerra com grande exército e muito poderoso, mas não subsistirá” (Dn. 11:13, 15).
Trata-se nesse capítulo de uma guerra entre o rei do setentrião e o rei do meio-dia, e por aquele ‘rei’ entendem-se os que dentro da igreja estão nos falsos do mal, enquanto pelo ‘rei do meio-dia’ se entendem os que estão nos veros do bem. A colisão e a luta no fim da igreja são descritas no sentido espiritual pela guerra entre eles; por isso, pelo ‘exército do rei do setentrião’ se entendem os falsos de todo gênero, e pelo ‘exército do rei do meio-dia’ os veros de todo gênero.
[13] Em Lucas:
“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei que a sua devastação está próxima” (Lc. 21:20).
Nesse capítulo o Senhor fala a respeito da consumação do século, pela qual é significado o último tempo da igreja. Por ‘Jerusalém’ se entende a igreja quanto à doutrina, e por ela ‘cercada de exércitos’ se entende a doutrina ocupada pelos falsos. Que seja então a sua destruição e logo depois o juízo final é o que significa ‘a sua devastação está próxima’. Acredita que essas palavras foram ditas a respeito da destruição de Jerusalém pelos romanos, mas por cada uma das coisas nesse capítulo é evidente que se trata da destruição da igreja no seu fim, como também em Mateus 24, do primeiro ao último versículo (que foram todos explicados nos Arcanos Celestes). Contudo, nada impede que por essas palavras se entenda a destruição de Jerusalém, mas essa destruição representava e significava a destruição da igreja em seu fim. Cada coisa nesse capítulo, considerada no sentido espiritual, confirma isto.
[14] Em David:
“Deus nos deixou e nos entregou à ignomínia. Não saiu em nossos exércitos. Fizeste-nos voltar atrás [diante] do adversário” (Sl. 44:9, 10);
‘Deus não saiu em nossos exércitos’ significa que não os protegeu, porque estão nos falsos do mal, porque ‘exércitos’ são os falsos do mal. Por isso também se diz que ‘os deixou e os entregou à ignomínia’, e que ‘os fez voltar do adversário’; ‘adversário’ é o mal que vem do inferno.
[15] Em Joel:
“Compensar-vos-ei pelos anos que o gafanhoto, o pulgão, e a ninfa, e a lagarta comeram, Meu grande exército que enviei entre vós” (Jl. 2:25).
Que os falsos e males de todo gênero sejam significados pelo ‘exército’ vê-se claramente, porque esses animálculos nocivos, o ‘gafanhoto’, o ‘pulgão’, a ‘ninfa’ e a ‘lagarta’, significam os falsos e males que devastam ou consomem os veros e bens da igreja. (Vide acima, n. 543, onde essa passagem é explicada e onde se mostrou que o ‘gafanhoto’ e a ‘ninfa’ significam os falsos [e males] do homem sensual). Por aí é agora evidente o que é significado pelo ‘exército’ na Palavra, em ambos os sentidos. Coisas miliares são significadas pelos ‘exércitos’ nas partes históricas da Palavra, pois nelas há um sentido espiritual, igualmente às partes proféticas, mas brilhando menos, porque a mente que se detém nas coisas históricas dificilmente pode ser elevada das coisas mundanas ali e ver as espirituais que ali se acham encerradas.
[DOWNLOAD]
[VERSAO IMPRESSA]
Para estudo mais confortavel, adquira esta obra em formato impresso.