AE 687

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. [Vers. 16] “E os vinte e quatro anciãos, que estão sentados em seus tronos diante de Deus” . Que isto signifique os céus superiores na luz e no poder do Senhor para separarem os maus dos bons, antes do dia juízo final que em breve virá, vê-se pela significação de ‘vinte e quatro anciãos’, que são os céus superiores (de que se tratou acima, n. 322, 362 e 462); e pela significação de ‘sentar nos tronos’, que é estar na função de julgar, pois pelos ‘tronos’ são significados os céus, e por ‘sentar nos tronos’ é significado julgar. E como anjos do céu não julgam, mas o Senhor somente, e visto que o Senhor os dispõe por influxo e presença para daí fazer o juízo sobre os que se reuniram nos céus abaixo, por isso essas palavras significam que os céus superiores estão na luz e no poder pelo Senhor para separarem os maus dos bons, antes do dia do juízo final.
[2] Que este seja o sentido interno dessas palavras pode-se ver pelas coisas que se seguem neste capítulo e também pelo que foi dito acima a este respeito. Pelas coisas que se seguem neste capítulo é evidente que os céus superiores estão na luz e no poder do Senhor, pois por causa disso ‘caíram sobre as suas faces e adoraram ao Senhor, e renderam graças por Ele ter tomado Seu grande poder e começado a reinar’, e, em seguida, que ‘foi aberto o templo no céu, e foi vista a arca da aliança no templo’. Por estas últimas é significada a luz ali, e pelas anteriores o poder ali, vindo do Senhor, somente. Que isto seja ‘para separarem os maus dos bons antes do dia do juízo final’ também é evidente, pois se diz que ‘as nações se enraiveceram’ e que ‘viria a Tua ira, e o tempo de os mortos serem julgados’; e, depois, que ‘houve relâmpagos e vozes de trovões, e terremoto e grande saraiva’, pelo que é significada a separação dos maus de entre os bons e o sinal da presença do juízo final. Visto que são estas as coisas de que se trata, e visto que pelos ‘vinte e quanto anciãos sentados em tronos diante de Deus’ se entendem os céus superiores, dispostos para daí fazerem o juízo final, segue-se que essas palavras envolvem as tais coisas que foram ditas.
[3] Pelo que foi dito acima a respeito deste assunto é evidente que os céus superiores foram postos, antes do juízo final, num estado de luz e de poder, para que por eles houvesse influxo nos inferiores, pelo qual seriam separados os maus de entre os maus e, em seguida, os maus fossem lançados nos infernos (vide acima, n. 411, 413, 418, 419, 426, 493, 497, 674, 675 e 676).
[4] Que o ‘trono’ signifique o céu em geral e, em particular, os céus onde está o reino espiritual do Senhor, e, abstratamente, o Divino Vero procedente do Senhor, e que ‘trono’ se diga do juízo, vê-se também acima (n. 253, 297, 343, 460 e 482). Ali também se vê que embora seja dito dos vinte e quatro anciãos que eles estavam ‘sentados nos tronos’, o mesmo se diz dos apóstolos, que ‘sentar-se-iam sobre doze tronos, julgando as doze tribos de Israel’, e também a respeito dos anjos, que ‘viriam com o Senhor para o juízo’, ainda que somente o Senhor há de julgar. Com efeito, pelos ‘vinte e quatro anciãos’, pelos ‘apóstolos’ e pelos ‘anjos’ se entendem todos os veros da igreja e, em suma, o Divino Vero, de que vem o juízo. e visto que o Divino Vero se entende por eles, e todo Divino Vero procede do Senhor, por isso o juízo pertence somente ao Senhor. Quem é que não pode ver que os anjos não podem julgar miríades de miríades, cada um segundo o estado de seu amor e de sua fé, tanto no seu homem interno quanto no seu externo, mas somente o Senhor, pelo Divino que está n’Ele e que procede d’Ele? E, também, que julgar a todos nos céus e nas terras pertença à infinita sabedoria e ao infinito poder, os quais não podem, nem quanto à mínima parte, cair num ente finito como são os anjos e como foram os anciãos de Israel e os apóstolos do Senhor? Estes, tomados juntamente, não podem julgar sequer um único homem ou um único espírito, pois quem há de julgar deve ver todo o estado do homem que está sendo julgado, desde a infância até o último momento de sua vida no mundo, e, depois, o que será o estado de sua vida na eternidade, porque deve haver o eterno e o infinito em tudo o que é visto e, assim, em todas e cada uma das coisas do juízo, e isto está somente no Divino e vem somente do Divino, porque é infinito e eterno.
[5] Na Palavra se diz ‘andar diante de Deus’, ‘estar diante de Deus’ e, como aqui, ‘sentar-se diante de Deus’. O que é significado por ‘andar diante de Deus’ vê-se acima (n. 414); e o que é significado por ‘sentar-se diante de Deus’, como aqui se diz dos ‘vinte e quatro anciãos’, pode-se ver pelas passagens na Palavra onde se lê ‘sentar-se’, pois no mundo espiritual todas as coisas que dizem respeito ao movimento e ao repouso do homem significam coisas que pertencem à vida do homem, porque daí procedem. As andanças e as marchas pertencem aos movimentos do homem, e por isso significam a progressão da vida, ou a progressão do pensamento pela intenção da vontade, mas as paradas e as estadas pertencem ao repouso do homem e, assim, significam o ser da vida, de que vem o seu existir, por conseguinte, fazer com que viva. Por isso, ‘sentar-se nos tronos’, quando se trata do juízo, significa estar na função de julgar, portanto, também julgar. Daí se diz ‘sentar-se em juízo, que é fazer juízo, e também ‘sentar-se no trono’, quando se trata do reino, que significa ser rei ou reinar.
[6] O que, além disso, significa ‘sentar-se’, no sentido espiritual, pode-se ver pelas passagens que se seguem. Em David:
“Bem-aventurado o varão que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores nem se senta no assento dos escarnecedores" (Sl. 1:1);
aqui se diz ‘andar’, ‘deter-se’ e ‘sentar-se’ porque um segue o outro, pois ‘andar’ é a vida do pensamento pela intenção, ‘deter-se’ é a vida da intenção pela vontade, e ‘sentar-se’ é a vida da vontade, assim, o ser da vida. Também, ‘conselho’, de que se diz ‘andar’, refere-se ao pensamento; ‘caminho’, no qual se diz ‘deter-se’, refere-se à intenção, e ‘assentar-se no assento’ refere-se à vontade, que é o ser da vida do homem.
[7] Porquanto Jehovah, isto é, o Senhor, é o Ser mesmo da vida de todos, por isso d’Ele se diz ‘sentar-se’. Em David:
“Jehovah sentar-se-á na eternidade" (Sl. 9:7);
no mesmo:
“Jehovah sentar-se-á no dilúvio, e sentar-se-á Rei na eternidade” (Sl. 29:10);
no mesmo:
“Deus reina sobre as nações, Deus se sentará no trono de Sua santidade” (Sl. 47:9);
em Mateus:
“Quando viver o Filho do homem em Sua glória, e todos os santos anjos com Ele, então se sentará no trono de Sua glória” (Mt. 25:31);
‘sentar-se no trono de Sua glória’ significa estar no Seu Divino Vero, de que vem o juízo. Semelhantemente, em outra passagem no mesmo livro:
“Quando o Filho do homem se sentar no trono de sua glória, sentar-vos-eis também vós em doze tronos, julgando as doze trinos de Israel” (Mt. 19:28; Lc. 22:30).
Como pelo ‘anjos’, pelos ‘doze apóstolos’ e também pela ‘doze tribos de Israel’ são significados todos os veros da igreja e, no sentido supremo, o Divino Vero, por isso, por ‘sentar-se nos tronos’ não se entendem que eles se sentariam, mas o Senhor quanto ao Divino Vero, do quem vem o juízo. E por ‘julgar as doze tribos de Israel’ é significado julgar a todos segundo os veros de sua igreja. Daí é evidente que ‘sentar-se no trono’, quando se diz do Senhor, significa estar julgando, assim, julgar. Diz-se ‘trono da glória’ porque a ‘glória’ significa o Divino Vero (vide acima, n. 33, 288, 345 e 678).
[8] Nos Evangelhos:
“David disse no livro dos Salmos: Disse o Senhor ao Meu Senhor: Senta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os teus inimigos por escabelo dos Teus pés” (Lc. 20:42, 43; Mc. 12:36; Sl. 110:1);
‘Disse o Senhor ao Meu Senhor’ significa o Divino mesmo, que é chamado ‘Pai’, ao Divino Humano, que é o ‘Filho’; ‘senta-Te à Minha direita’ significa o Divino poder ou a onipotência pelo Divino Vero; ‘até que Eu ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés’ significa até serem vencidos e subjugados os infernos, e os maus lançados ali; ‘inimigos’ são os infernos, por conseguinte, os maus, e ‘escabelo dos pés’ significa a região mais baixa sob os céus, sob a qual estão os infernos, pois o Senhor, quando estava no mundo, era o Divino Vero, que tem a onipotência, e por este venceu e subjugou os infernos.
[9] No mesmo:
Jesus disse: “Desde agora vereis o Filho do homem assentado à direita do poder, e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt. 26:63, 64; Mc. 14:61, 62; Lc. 22:69);
‘assentado à direita do poder’ significa a Divina onipotência do Senhor sobre os céus e as térreas, depois que subjugou os infernos e glorificou o Seu Humano; ‘vir sobre as nuvens do céu’ significa pelo Divino Vero nos céus, porque depois que o Senhor uniu o Seu Humano ao Divino mesmo, o Divino Vero procede então d’Ele, e neste Ele está nos anjos e nos homens, porque está na Palavra, que é o Divino Vero, no qual está e do qual vem o Divino poder.
[10] E, em seguida,
“O Senhor, após ter falado com eles, foi tomado ao céu, e sentou-Se à direita de Deus” (Mc. 16:19);
‘sentar-Se à direita de Deus’ significa o mesmo, sua Divina onipotência pelo Divino Vero, pelo que é evidente que ‘sentar-se’ é ser, e ‘sentar-se à direita’ é ser onipotente. Visto que ‘sentar-se’ significa ser, daí ‘sentar-se no trono’ significa ser rei e reinar (como em Êx. 11:5; Dt. 17:18; 1 Re. 1:13, 17, 20; Jr. 17:25; 22:2, 30; e outras passagens), do mesmo modo que
“Sentar-se à direita e à esquerda” (Mt. 20:21, 23; Mc. 10:37, 40).
[11] Em Isaías:
“Desce e assenta-te no pós, ó virgem filha de Babel, assenta-te na terra, não no trono, ó filha dos caldeus;... assenta-te em silêncio e entra nas trevas, ó filha dos caldeus, porque não mais te chamarão senhora dos reinos. Ouve isto, ó voluptuosa23, que te assentas confiadamente, dizendo: Não me assentarei como viúva, nem conhecerei a perda de filhos" (Is. 47:1, 5, 8);
Aqui se trata da profanação do bem e do vero, pois a ‘filha de Babel’ significa a profanação do bem, e a ‘filha dos caldeus’ a profanação do vero, uma e outra pelo fato de usarem os Divinos bens e veros, que estão na Palavra e vêm da Palavra, como meios de imperar, pois os babilônicos e caldeus consideram-se a si mesmos como fins, pois consideram o seu império, e as coisas santas da igreja oriundas da Palavra como meios; assim, não consideram o Senhor nem o Seu domínio com fim, tampouco o próximo e o amor para com este. ‘Desce e assenta-te no pó e na terra’ significa estar nos males e, daí, na danação; ‘assenta-te no silêncio e entra nas trevas’ significa estar nos falsos e, daí, na danação; ‘sentar-se confiadamente’ significa estar na confiança de o império deles permanecerá e que eles não perecerão; ‘não assentar-se como viúva e não conhecer a perda dos filhos’ significa não lhe faltarão acólitos, aliados e adoradores; ‘não terás trono, ó filha dos caldeus, nem te chamarão mais senhora dos reinos’ significa que não terão mais império, por causa da destruição e da danação deles no dia do juízo final (de que também se trata nesse capítulo).
[12] No mesmo:
“Tu disseste em teu coração: Subirei aos céus, sobre as estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e sentar-me-ei no monte da congregação, para os lados do setentrião” (Is. 14:13).
Também essas palavras são a respeito de Babel, que aí é chamado ‘Lúcifer’, e essas coisas foram ditas a respeito do seu profano amor pela concupiscência de dominar sobre todas as coisas do céu. O que, porém, se entende em particular por ‘exaltar o trono sobre as estrelas de Deus’ dir-se-á na sequência, onde se tratar da Babilônia. Aí, ‘assentar-se’ também significa ser e visa o império.
[13] Em Ezequiel:
“Descerão de seus tronos todos os príncipes do mar... sobre a terra se assentarão” (Ez. 26:16).
Aí se trata de Tiro, pela qual é significada a igreja quanto às cognições do vero; aqui, a igreja devastada, na qual essas cognições foram então falsificadas. Por isso, ‘descerem dos tronos todos os príncipes do mar’ significa que as cgsd do vero não reinarão mais nos homens dessa igreja, pois todo reino pertence ao Divino Vero; ‘descer dos tronos’ significa descer do governo, assim, não reinar, e os ‘príncipes do mar’ são as cognições do vero e os que nelas estão; ‘sobre a terra se assentarão’ significa que o farão nas coisas falsificadas, assim, que estarão nos falsos; ‘sobre o trono’ significa estar nos veros do céu, mas ‘assentar-se na terra’ significa estar nos falsos, visto que sob a terras no mundo espiritual estão os infernos, dos quais se exalam males e falsos continuamente.
[14] Algo semelhante é significado por ‘sentar-se’, nas passagens que se seguem. Em Lucas:
“Os que estão sentados nas trevas e na sombra da morte” (Lc. 1:79);
em Isaías:
“Para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere o preso, e da casa da clausura os que estão assentados nas trevas" (Is. 42:7);
em Jeremias:
“Não me assentei no conselho dos enganadores, nem me alegrei. Por causa de Tua mão me assentei solitário, pois me encheste de indignação” (Jr. 15:7);
em David:
“Não me assentei com os homens de vaidade, nem com os dissimulados entrei” (Sl. 26:4);
em Lucas:
Aquele dia “virá como um laço sobre todos os que estão assentados sobre as faces de toda a terra” (Lc. 21:34, 35).
Como ‘assentar-se’ significa ser e, também, permanecer nesse estado, e pertence à vontade, por isso se diz em David:
“Jehovah, sondaste-me e conheceste[-me]; Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento" (Sl. 139:1, 2);
‘conhecer seu assentar’ se refere ao seu de sua vida, que pertence à vontade; ‘levantar’ é a intenção dai; e visto que o pensamento segue da intenção da vontade, acrescenta-se: de longes entendes o meu pensamento’.
[15] Em Miquéias:
“Então permanecerá e apascentará em nome de Jehovah; ...e eles se assentarão, porque agora crescerá até os fins da terra” (Mq. 5:4).
Essas palavras são a respeito do Senhor e da doutrina do Divino Vero proveniente d’Ele, o que se entende por ‘então permanecerá e apascentará em nome de Jehovah’; que os homens da igreja estarão nessa doutrina é significado por ‘assentar-se-ão; e que a doutrina do Divino Vero deve permanecer na eternidade é significado por ‘crescerá até os fins da terra’.
[16] Semelhantemente, em Isaías:
“Sacode-te do pó, levanta-te, assenta-te, ó Jerusalém! soltar as ataduras de teu pescoço, ó cativa filha de Sião” (Is. 52:2).
Essas palavras são a respeito da instauração de uma nova igreja pelo Senhor; essa igreja, com a sua doutrina, é aqui significada por ‘Jerusalém’ e por ‘filha de Sião’; rejeitar os falsos e males e estar nos veros e bens é significado por ‘sacudir-se do pó, levantar e assentar’, como também por ‘solta as ataduras do pescoço, ó cativa filha de Sião’; as ‘ataduras do pescoço’ significam os falsos que impedem que os veros entrem.
[17] Que ‘assentar-se’ seja um vocábulo significativo da essência e da permanência no estado da coisa e da vida pode-se ver pelas passagens na Palavra onde se diz ‘assentar-se diante de Jehovah’, ‘estar diante d’Ele’ e ‘andar24 diante d’Ele’. ‘Assentar-se diante de Jehovah’ é estar com Ele, assim, também querer e fazer por Ele; ‘estar diante d’Ele’ é visar e entender o que Ele quer; e ‘andar diante d’Ele’ é viver segundo os Seus preceitos, portanto, por Ele. Visto que ‘assentar-se’ envolve tais coisas, por isso o mesmo vocábulo na língua hebraica significa permanecer e habitar.
[18] Pelo fato de ‘assentar-se’ significar tais coisas, por isso
Viu-se um anjo do Senhor assentado sobre a pedra que removera da entrada do sepulcro (Mt. 28:2);
e, por isso,
Viram-se anjos no sepulcro que se assentavam, um à cabeça e outro aos pés (Jo. 20:12; Mc. 16:5).
Essas visões eram representativas da glorificação do Senhor e da introdução no céu por Ele, pois a ‘pedra’ que tinha sido posta diante da sepultura e que foi removida pelo anjo significava o Divino Vero, assim, a Palavra, que tinha sido fechada pelos judeus, mas aberta pelo Senhor. (Que a ‘pedra’ signifique o vero e, no sentido supremo, o Divino Vero, vê-se acima25, n. 417, e na obra O Céu e o Inferno, n. 534). E visto que o ‘sepulcro’ significa, no sentido espiritual, a ressurreição e, também, a regeneração, e mormente pelo ‘sepulcro onde o Senhor esteve’ e pelos ‘anjos’ na Palavra é significado o Divino Vero, por isso viram-se anjos, um assentado à cabeça e o outro aos pés. Pelo ‘anjo à cabeça’ era significado o Divino Vero nos primeiros, e pelo ‘anjo aos pés’ o Divino Vero nos últimos, ambos procedentes do Senhor. Por este, quando recebido, se faz a regeneração e a ressurreição. (Que ‘ser sepultado’, ‘sepultura’ e ‘sepulcro’ signifiquem a regeneração e a ressurreição vide acima, n. 659; que os ‘anjos’, no sentido supremo, signifiquem o Senhor quanto ao Divino Vero e, no sentido relativo, os que recebem o Divino Vero, assim, abstratamente, os Divinos veros oriundos do Senhor, vê-se acima, n. 130, 200 e 302). Lê-se, além disso, que ‘eles se assentavam diante de Jehovah’ quando estavam em grande regozijo, e também que ‘assentavam-se’ quando em grande lamento, pelo fato de ‘assentar-se’ referir-se ao ser do homem, que pertence à vontade ou ao seu amor. (Que eles tenham chorado e assentado diante de Jehovah vê-se em Juízes 20:26; 21:2).

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