. [Vers. 16] “E faz que a todos, grandes e pequenos, e ricos e pobres, e livres e servos”. Que isto signifique os inferiores e os superiores, os sábios e os simples, os que pensam por si mesmos e os que pensam pelos outros vê-se pela significação de “todos, pequenos e grandes’, que são os inferiores e os superiores, ou os maus vis e os mais eminentes; pela significação de ‘ricos e pobres’, que são os sábios e os simples; (que sejam chamados ‘ricos’ os que possuem muitas cognições do bem e do vero, assim, os que são sábios, vide acima, n. 118 e 236; e que sejam chamados ‘pobres’ os que não têm as cognições do bem e do vero, porque não têm a Palavra e, no entanto, as desejam, vide também acima, n. 118 e 238); e pela significação de ‘livres e servos’, que são os que pensam por si mesmos e os que pensam pelos outros. Pensar por si mesmo é ver se algo é um vero ou um falso, e assim escolher um e rejeitar o outro. Estes são os que foram feitos espirituais pelo Senhor e, assim, estão na luz do céu, e veem pelo Senhor e são conduzidos por Ele, pois o livre é pensar e viver pelo Senhor, e o servil é pensar e viver pelo inferno. Que eles sejam os ‘livres’ vide acima (n. 248, 409, 701 e 774). Que o Senhor os faça livres por Seu Divino Vero é dito em João (8:32-36). E que a igreja, quando está na fé do amor, esteja no estado livre, mas, quando na fé sem o amor, esteja no estado servil, e que isto se entenda pelas palavras do Senhor em João (21:8), vê-se acima (n. 820). Disto se segue que pelos ‘servos’ se entendem os que pensam não por si mesmos, mas pelos outros, e não veem se algo é um vero ou um falso e, no entanto, reconhecem que é um vero. Que esses sejam servos enquanto aqueles que pensam por si sejam livres é evidente pela relação oposta.
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