. [Vers. 7] “E um dos quatro animais deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira de Deus, que vive nos séculos dos séculos”. Que isto signifique manifestos pelo Senhor, por meio do Divino Vero ou Palavra, todos os falsos do mal que destruíram a vida espiritual dos homens da igreja vê-se pela significação de ‘quatro animais’ que é o céu íntimo (de que se tratou nos n. 277, 322 e 462) e é a Palavra (n. 717); por conseguinte, o Senhor quanto ao céu e quanto à Palavra, pois o céu é céu pelo Senhor, do mesmo modo que a Palavra; pela significação de ‘sete anjos’, que são as manifestações por meio do Divino Vero ou Palavra (como acima, n. 949); e pela significação de ‘sete taças’, que são todos os falsos e males, pois pelas ‘sete taças’ são significadas as mesmas coisas que pelas ‘sete pragas’ (vers. 6), a saber, os males e os falsos daí, e os falsos e os males daí (vide acima, n. 949). Elas estavam ‘cheias da ira de Deus, que vive nos séculos dos séculos’ porque devastam a igreja e destroem a vida espiritual dos homens da igreja; estas são as coisas significadas pela ‘ira de Deus’. Por aí se pode ver que ‘um dos quatro animais deu aos sete anjos sete taças cheias da ira de Deus, que vive nos séculos dos séculos’ significa que foram manifestos pelo Senhor, por meio do Divino Vero ou Palavra, todos os falsos do mal que destruíram a vida espiritual dos homens da igreja. Que se dizem ‘taças’ em lugar de pragas é porque as taças são o continente e as pragas o conteúdo, e na Palavra, na maioria das vezes, os continentes são citados em lugar dos conteúdos, porque os continentes são os últimos, como o sentido da letra da Palavra está nos últimos. Dá-se semelhante onde se dizem ‘copos’ e ‘cálices’ em lugar de vinho. (A respeito disto, porém, vide o capítulo seguinte, onde se trata das ‘sete taças’ e, nelas, as ‘sete pragas’).
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Continuação sobre o Primeiro Preceito
[2] Quanto mais o homem resiste a esses dois amores próprios, que são o amor de dominar pelo prazer único do domínio, e o amor de possuir os bens do mundo pelo prazer único da posse, e, assim, quanto mais foge como pecados dos males que estão no Decálogo, mais influi do céu pelo Senhor que há um Deus, que é Criador e Conservados do universo, e até mesmo que Deus é um. A razão porque isto então influi é porque, quando os males foram removidos, o céu é aberto, e quando o céu é aberto, o homem não pensa mais por si, mas pelo Senhor por meio do céu; e isto no céu é um universal que abraça todas as coisas, que há um Deus e também que Deus é um. Que o homem, só pelo influxo, saiba e, por assim dizer, veja que Deus é um pode-se ver pela confissão comum de todas as nações e pela resistência de se pensar que há muitos {deuses}. O pensamento interior do homem, que é o pensamento de seu espírito, vem ou do inferno ou do céu; do inferno é antes de os males serem removidos, mas do céu quando foram removidos. Quando é do inferno, então o homem não vê outra coisa senão que a natureza é Deus, e que é o íntimo da natureza que se chama Divino. Tal homem, após a morte, quando se torna espírito, chama de ‘deus’ a qualquer um que prevaleça em poder, e ele também aspira ao poder para que seja chamado deus. Tal insanidade está latente em todos os males no espírito deles. Quando, porém, o homem pensa pelo céu, o que acontece quando os males foram removidos, então vê pela luz do céu que há um Deus e que Deus é um. A visão pela luz do céu é o que se entende pelo influxo.
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