. (Vers. 3-5) “E transportou-me em espírito ao deserto, e vi uma mulher sentada sobre uma besta escarlate, cheia de nomes de blasfêmia, tendo sete cabeças e dez chifres. E a mulher [estava] envolta em púrpura e escarlate, e ornada de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas, tendo um copo de ouro em sua mão, cheio das abominações e da imundície de suas escortações. E sobre a sua fronte um nome escrito: Mistério, grande Babilônia, mas das escortações e das abominações da terra.”
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3. “E transportou-me em espírito ao deserto” significa ao lugar que aparece na visão, que correspondia ao estado dessa religiosidade (n. 1037); “e vi uma mulher sentada sobre uma besta escarlate” significa o domínio dessa religiosidade sobre as coisas santas da Palavra (n. 1038); “cheia de nomes de blasfêmia” significa que foram adulterados e falsificados (n. 1039); “tendo sete cabeças” significa e profanadas (n. 1040); “e dez chifres” significa o poder da Palavra oriundo dos veros (n. 1041).
4. “E a mulher [estava] envolta em púrpura e escarlate” significa a aparência dessa religiosidade nos externos, como se fosse proveniente do bem e vero celeste, quando, todavia, nos internos provém do diabólico mal e falso (n. 1042); “e ornada de ouro e de pedra preciosa” significa a aparência dessa religiosidade nos externos como se fosse proveniente do bem e vero espiritual, quando, todavia, nos internos provém do mal e falso infernal (n. 1043); “e de pérolas” significa a aparência nos externos como se estivesse nas cognições do bem e do vero (n. 1044); “tendo um copo de ouro em sua mão, cheio das abominações e da imundície de suas escortações” significa a doutrina oriunda dos bens e veros profanados (n. 1045).
5. “E sobre a sua fronte um nome escrito: Mistério, grande Babilônia” significa no coração o amor de dominar sobre o mundo e o céu, ao qual as coisas santas da Palavra, da igreja e do culto servem de meios (n. 1046); “mãe das escortações e das abominações da terra” significa a religiosidade, da qual vêm as adulterações do bem e do vero, e as profanações das coisas santas da igreja (n. 1047).
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