AE 1064

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. “Cinco caíram”. Que isto signifique que isto não se atribui aos veros restantes profanados, mas somente aos dois que são a cabeça da religião, vê-se pela significação de ‘cinco caíram’, que é que isto não se atribui aos restantes, porque ‘cinco’, na Palavra, quando segue após dez, significa alguns ou algumas coisas, também restos e as coisas restantes, e, ainda, poucos ou poucas coisas; quando, porém, não seguem após ‘dez’, significa muitos ou muitas coisas (a respeito dessa significa dos números vide o n. 548). Que ‘cinco caíram’ signifique que isto não se atribui aos restantes é evidente também pelo que segue ali: ‘Um é, o outro ainda não veio; e, quando vier, importa permanecer pouco tempo’, pelo que é significado que isto se deve dizer a respeito dos dois veros profanados, que são as cabeças dos restantes; e, além disso, a respeito do outro, nos versículos seguintes, nestas palavras: ‘E a besta, que era e não né, ela é o oitavo (rei), e é dos sente’, pelo que é evidente que por estas e aquelas palavras é significado que isto se deve dizer somente dos veros profanados, e não dos restantes.
[2] Por isso, então, pelos ‘cinco que caíram’ são significadas as coisas restantes dessa religiosidade, que foram profanadas, pois se entendem cinco reis dentre os sete, e por ‘sete reis’ são significados todos os veros da Palavra falsificados e profanados por eles (vide logo acima, n. 1063). Portanto, os dois veros profanados, que são os cabeças dos demais, de que se trata aqui, são: transferiram para si a autoridade Divina do Senhor e rejeitaram a Palavra. Que eles tenham transferido para si a autoridade Divina é significado por ‘um rei que é’, e por ‘o outro que virá’; e que eles tenham rejeitado, por ‘a besta é o oitavo rei, e, todavia, entre os sete’.
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[3] O quinto gênero de profanação
Este gênero não é semelhante àqueles de que se tratou, porque é gracejar com a Palavra e sobre a Palavra, pois quem graceja com a Palavra não a tem como santa, e quem graceja sobre a Palavra a considera de modo vil, quando, todavia, a Palavra é o Divino Vero mesmo do Senhor com os homens, e o Senhor está presente na Palavra e também no céu. Cada uma das coisas da Palavra se comunica com o céu e, pelo céu, com o Senhor; por isso, gracejar com a Palavra e sobre a Palavra é dispersar as coisas santas do céu na poeira da terra.

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