. “E ornada de ouro, de pedra preciosa e de pérolas”. Que isto signifique a aparência nos externos como se fosse do vero e bem espiritual e natural vê-se pelo que foi explicado acima (n. 1043 e 1044), onde há palavras semelhantes.
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Continuação
A lei da Divina providência que quanto mais o homem possa ser tirado dos males, mais faça pelo Senhor o bem que em si é bem, mas, quanto mais não pode ser tirado dos males, mais faça por si o bem que tem em si o mal, pode ser ilustrada pelos preceitos do Decálogo. Mas seja, por exemplo, o preceito de não roubar. Os que resistem como por si mesmos à cupidez de roubar, como também à cupidez de lucrar insincera e injustamente, dizendo de coração que não se deve fazer isto porque é contra a lei Divina, assim, contra Deus, em si infernal e, assim, mal em si, esses, após algumas breves lutas são tirados dessa cupidez e são introduzidos pelo Senhor no bem chamado sincero e no bem chamado justo; e então começam a pensar nesses bens e vê-los por eles, o sincero pelo que é sincero e o justo pelo que é justo. Em seguida, conforme fogem do mal dessa cupidez e têm aversão a ela, amam aqueles bens e os fazem por amor, sem se constrangerem. Esses bens vêm do Senhor, por são bens que em si são bens. Ao contrário, porém, se a cupidez de lucrar insincera e injustamente permanece no homem, então ele não pode fazer o sincero pelo que é sincero, nem o justo pelo que é justo, por conseguinte, não pelo Senhor, mas por si mesmo, pois os faz para ser tido como sincero e justo por causa dos fins, para ganhar mais ou para ser honrado. Esses fins estão em seus bens, e do fim procede toda a qualidade do bem. Esse bem tem o mal em si, porque seu fim é o de lucrar insincera e injustamente. Qualquer um pode ver que esse bem não pode se tornar bem em si antes de o mal ter sido removido. Dá-se de modo semelhante em relação aos demais preceitos do Decálogo.
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