AE 1188

Apocalipse Explicado
Emanuel Swedenborg
Explicatione super Apocalypsin — Interpretacao Espiritual do Livro da Revelacao

. (Vers. 23) “E a luz da lâmpada não mais luzirá em ti”. Que isto signifique nada haver do vero do céu e da igreja vê-se pela significação de ‘luz’, que é o Divino Vero (de que se tratou nos n. 955, 1067 e 1159); pela significação de ‘lâmpada’ ou ‘castiçal’, que é o céu e a igreja (de que se tratou no n. 62); e pela significação de ‘não luzir mais’, que é não existir.
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Continuação
Seja, ainda, este exemplo: um rei, um príncipe, um cônsul, um governador, cujo fim principal é o amor de imperar, e os meios são todas as coisas de sua dominação, administração e função. Os usos que eles prestam não são por causa do bem do reino, da república, da pátria, da sociedade e do concidadão, mas por causa do prazer de imperar, assim, por causa de si. Os usos mesmos não são usos para eles, mas são para o orgulho. Prestam-nos para aparecerem e, por aí, sejam eminentes. Tampouco os amam, mas os louvam e, no entanto, os desprezam, exatamente como um senhor aos seus servos. Vi os tais após a morte e fiquei admirado: eram diabos em meio a incêndios, porque o amor de imperar, quando é o fim principal, é o fogo mesmo do inferno.
[2] Vi, também, outros cujo fim principal não foi o amor de imperar, mas o amor a Deus e ao próximo, que é o amor dos usos. Esses eram anjos, aos quais foram dados domínios nos céus. Por aí é de novo evidente que a eminência pode ser bênção e pode ser maldição, e que a eminência como bênção vem do Senhor, e a eminência como maldição vem do diabo. Qual é o amor de imperar, quando é o fim principal, qualquer um que é sábio pode ver pelo reino que na Palavra se entende por ‘Babel’, que pôs o seu trono nos céus acima do Senhor, reivindicando para si toda a autoridade d’Ele. Daí suprimiram os meios Divinos do culto, que vêm do Senhor pela Palavra e em seu lugar instituíram meios demoníacos de culto, que são as adorações de homens viventes e mortos, bem como de sepulcros, cadáveres e ossos. Tal religiosidade é representada por ‘Lúcifer’ em Isaías 14:4-24. Mas são Lúcifer somente aqueles que exerceram esse domínio pelo amor de si, não os demais.

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