. “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das núpcias do Cordeiro”. Que isto signifique que virão ao céu aqueles que pelos veros da Palavra são conjuntos ao Senhor se tornam igreja vê-se pela significação de ‘bem aventurados’, que são os que estão no céu e virão ao céu, pois esses são bem-aventurados; e pela significação de ‘ceia’, que é a consociação pelo amor e a comunicação (de que se tratou no n. 252). Daí, pela ‘ceia das núpcias do Cordeiro’ é significada a conjunção com o Senhor e, daí, a comunicação com aqueles que são dessa igreja.
* * * * * * *
[2] Continuação
(6.) Que, pela onipresença e onisciência do Senhor assim percebidas, entre no entendimento de que maneira o Senhor está em tudo e em todos do céu e da igreja, e nós estamos no Senhor e ele em nós. Por todas as coisas do céu e da igreja se entendem o Divino Vero e o Divino Bem. O Divino Vero vem da luz do Sol do céu, que é a sabedoria, e o Divino Bem vem do calor do Sol do céu, que é o amor. Do mesmo modo que os anjos são recipientes do Divino Vero e do Divino Bem e se tornam, assim, o céu no geral e o céu no particular, também os homens, do mesmo modo que são recipientes do Divino Vero e do Divino Bem se tornam, assim, a igreja no geral e a igreja no particular. Nada existe em anjo algum que faça o céu nele, nem existe no homem coisa alguma que faça a igreja nele, a não ser o Divino que procede do Senhor; porque é notório que todo vero da fé e todo bem do amor vêm do Senhor e nada desses vem do homem. Por aí é evidente que o Senhor é tudo e está em todos do céu e da igreja.
[3] Que estejamos no Senhor, e Ele em nós, Ele o ensina em João:
Jesus disse: “Quem come a Minha carne, e bebe o Meu sangue, permanece em Mim, e Eu nele” (Jo. 6:56);
e, no mesmo:
“Naquele dia reconhecereis que... vós estais em Mim, e Eu em vós” (Jo. 14:20, 21);
e, em outra passagem, é dito que:
“N’Ele vivemos, nos movemos e somos” (At. 17:28).
Todos os anjos do céu e todos os homens da igreja estão no Senhor, e o Senhor está neles, quando estão nesse Homem celeste de que se tratou acima. Então, anjos e homens estão no Senhor porque são recipientes da Vida que vem d’Ele, assim, estão em Seu Divino. E o Senhor está neles porque é a Vida nos recipientes. Por aí é evidente que todos os que estão numa ideia natural sobre o Senhor não podem entender a Sua onipresença senão como sendo intuitiva, quando, todavia, é real, como a onipresença do Espírito Santo, que é o Divino procedente.
[DOWNLOAD]
[VERSAO IMPRESSA]
Para estudo mais confortavel, adquira esta obra em formato impresso.