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Exposição Sumária da Doutrina da Nova Igreja
Emanuel Swedenborg
"E JEHOVAH será Rei sobre toda a terra: Nesse Dia JEHOVAH será Um e o Nome d'Ele Um." (Zc. 14:9)

. Sobre a Fé a Caridade, as Boas Obras e os Méritos:
(a) Quando o Apóstolo diz que o homem é justificado pela fé gratuitamente, estas palavras devem ser entendidas no sentido de que o começo perpétuo da Igreja Católica manteve e exprimiu, a saber, que nós devemos ser justificados pela fé ,porque a Fé é o começo da salvação humana, fundamento e raiz de toda justificação, sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à sociedade de seus filhos; mas nós dizemos justificados gratuitamente, porque coisa alguma do que precede a justificação, seja a fé, sejam as obras, não merece a graça mesma da justificação. Pois, se é uma graça, ela não provém das obras e a graça não seria uma graça. (Sessão VI, Capítulo 8);
(b) Ainda que ninguém possa ser justo, senão aquele a quem os Méritos da paixão de nosso Senhor Jesus Cristo são comunicados, entretanto isso é feito na justificação, quando, pelo Mérito dessa santíssima paixão, a caridade de Deus, derramada pelo Espírito Santo nos corações dos que são justificados -é ali inerente. Aí, na própria justificação, com a remissão dos pecados o homem recebe todas as coisas ao mesmo tempo infusas por Jesus Cristo, ao qual Ele é inserido pela fé, pela esperança e pela caridade; pois a fé, se a caridade não se aproximar dela, não une perfeitamente com o Cristo, e não faz o homem membro vivo de Seu corpo. (Sessão VI, Capítulo 7, § 3);
(c) 0 Cristo é não só o Redentor no qual se deve confiar, mas também o Legislador ao qual se deve obedecer. (Sessão VI, Capítulo 16, Cap. 21);
(d) A Fé sem as obras é morta e inútil, porque em Jesus Cristo não é a, circuncisão nem o prepúcio que têm valor, mas é a fé que opera pela caridade, pois a fé, sem a esperança e ti caridade, não pode dar a vida eterna; daí logo se ouve esta Palavra do Cristo: "Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos." Aqueles, que são renascidos neste instante, recebendo a justiça verdadeira e Cristã, são mandados conservá-Ia branca e imaculada,como uma primeira vestimenta que lhes foi dada por Jesus Cristo, em lugar da que Adão, por sua desobediência, perdeu para ele e para nós, para que eles a apresentem perante o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que tenham a vida eterna. (Sessão VI, Capítulo 7 § 4);
(e) Jesus Cristo como a Cabeça nos membros, e como a cepa nos sarmentos, influi continuamente por uma virtude nos que foram justificados; essa virtude precede sempre as suas boas obras, as acompanha e as segue, e sem ela não poderiam ser de modo algum agradáveis a Deus nem meritórios; é por isso que se deve crer que não falta mais nada nos que foram justificados, tanto menos que por essas mesmas obras que foram em Deus eles são tidos como havendo merecido a vida eterna, que eles devem conseguir em seu tempo. (Sessão VI, Capítulo 16);
(f) Nossa própria justiça não é estabelecida como sendo própria por nós; pois a que se diz nossa justiça é de Deus, porque Deus a infunde em nós pelo mérito de Cristo; o homem: portanto, como um Cristão deve abster-se de se glorificar ou confiar em si próprio, mas sim no Senhor, cuja bondade para, conosco, os homens, é tão grande que e Ele quer que as coisas que são dons, d'Ele sejam méritos para nós, (Sessão VI, Capítulo 16);
(g) Por nós próprios nada podemos como vindo de nós mesmos, mas com Ele, que nos conforta cooperando, tudo podemos; assim o homem nada tem de que possa se glorificar, mas toda nossa glória está no Cristo, no qual vivemos, no qual merecemos, no qual nos satisfazemos, fazendo frutos, dignos de penitência, que por Ele têm força, por Ele são oferecidos ao: Pai, e através d'Ele são aceitos pelo Pai. (Sessão XIV, Capítulo 8);
(h) Se alguém disser que o homem pode ser justificado diante de Deus por suas obras, que são feitas, ou pelas forças dá natureza humana, ou pela doutrina da Lei, sem. a graça Divina por Jesus Cristo, que ele seja condenado. (Sessão VI, Cap. 1);
(i) Se alguém disser que, sem que haja antes uma inspiração e. um auxílio do Espírito Santo, o homem pode crer, esperar e amar (isto é, ter a fé, a esperança e a caridade) como é necessário, para que a graça da justificação lhe seja conferida, que seja condenado. (Sessão VI, Cap. 2);
(j) Se alguém disser que o homem pode ser justificado sem a justiça do Cristo, pela qual Ele mereceu para nós, que seja condenado. (Sessão VI, Cap. 10).
E além disso, há muitos outros artigos, principalmente sobre a conjunção da fé à caridade ou às boas obras, sobre a condenação de sua separação.

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