. Parece, segundo uns e outros, que há, à primeira vista, uma inteira conformidade entre eles. Mas para que esta não exista, os reformadores distinguiram entre as obras da Lei, provenientes da intenção e da vontade, e as obras do Espírito provenientes da fé como de uma fonte livre e espontânea, e estas obras eles as chamaram os frutos da fé, (ver acima nº 11 h, 1 e nº 13 a, i, 1 e nº 15 k).
Por estas coisas bem examinadas e comparadas, não se vê nelas a diferença das obras mesmas, mas unicamente a diferença da sua qualidade, a saber, que as obras da fé provêm do homem como de um sujeito passivo, mas as obras da lei como de um sujeito ativo.
Por conseguinte as obras da fé são espontâneas porque provêm do entendimento do homem, e não ao mesmo tempo da sua vontade.
Isso é dito porque o homem não pode ser inconsciente de suas obras quando eles se fazem, pois ele as faz, e pelo entendimento ele tem consciência delas. Entretanto, porque os reformados pregam também os exercícios da penitência e as lutas com a carne (nº 13 d, e, f, g, h, k), e que essas coisas não podem ser feitas pelo homem exceto pela sua intenção e pela sua vontade, e assim por ele como por si mesmo, segue-se que há, contudo, realmente uma conformidade.
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