BE 40

Exposição Sumária da Doutrina da Nova Igreja
Emanuel Swedenborg
"E JEHOVAH será Rei sobre toda a terra: Nesse Dia JEHOVAH será Um e o Nome d'Ele Um." (Zc. 14:9)

BREVE ANALISE
Os dogmas da igreja de hoje, que são fundados sobre a idéia de três Deuses, tirada da doutrina da Trindade das Pessoas, entendida segundo o sentido que ela apresenta, mostram-se errôneos, depois que se substitui essa idéia pela idéia de um só Deus em Quem está a Divina Trindade, porque o que é errôneo não pode ser visto antes. Com efeito, é como um homem que, durante a noite, na luz de algumas estrelas, vê diversas coisas, principalmente imagens, e as toma por homens vivos. Ou é como um homem em sua cama na alvorada, antes do levantar do sol, vê no ar espécies de fantasmas e os toma por anjos. Ou é como um homem na luz enganadora de fantasia que vê muitas coisas e as toma por seres reais. Sabe-se que tais objetos não se mostram e não são percebidos tais quais eles são realmente, antes de o homem entrar na luz do dia, isto é, na luz do entendimento bem despertado.
É semelhante com as coisas espirituais da igreja, que foram percebidas e também confirmadas de um modo errôneo a falso, quando as verdades mesmas são apresentadas em sua luz, que é a luz do céu. Qual é o homem que não possa com prender que todos os dogmas fundados sobre a idéia de três Deuses são interiormente errôneos e falsos? Diz-se interiormente, porque a idéia de Deus entra em todas as coisas da igreja, da religião e do culto. E as coisas teológicas residem nas mentes humanas acima de todas as outras, e aí nos supremos está a idéia de Deus. Por isso, se essa idéia for falsa, todas as que seguem tiram do princípio, de onde elas provêm, as coisas falsas e falsificadas. Com efeito, o supremo, que é também o íntimo, faz a essência mesma das coisas que seguem, e a essência, do mesmo modo que a alma, as forma em corpo a sua imagem. E quando em sua descida ela cai sobre as verdades, ela as infecta com a sua mancha e o seu erro.
A idéia de três Deuses nas coisas teológicas pode ser comparada a uma enfermidade inerente ao coração ou ao pulmão, da qual o enfermo crê estar são, porque o médico que não a conhece lhe persuade. Quando, porém, o médico a conhece e com tudo lhe persuade que ele está são, ele deve com razão ser tachado de culpado de uma malignidade além da medida.

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