- (bis) III. Os dois esposos ordináriamente depois da morte se encontram, se reconhecem, de novo se consociam, e durante algum tempo vivem juntos, o que acontece no Primeiro Estado, assim, enquanto estão nos externos como no Mundo.
Há dois Estados por que o homem passa depois da morte, o estado Externo e o estado Interno; passa primeiro pelo estado externo, e mais tarde pelo interno; e durante o estado externo, o marido e a esposa, se um e outro estão mortos, se encontram, se reconhecem, e, se viveram de acordo no Mundo, êles se consociam, e durante algum tempo vivem juntos; e enquanto estão neste estado, um não conhece a inclinação do outro a seu respeito, porque esta inclinação se esconde nos internos; mas mais tarde, quando atingem o estado interno, a inclinação se manifesta; se é concordante e simpática, êles continuam a vida conjugal; mas se é discordante e antipática, rompem o casamento. Se um Homem teve várias esposas, êle se conjunta com elas pela ordem, enquanto está no estado externo; mas quando entra no estado interno, no qual percebe as inclinações do amor, tais quais são, então ou adota uma das esposas, ou as abandona todas; pois no Mundo espiritual, do mesmo modo que no Mundo natural, não é permitido a cristão algum ter várias esposas, porque isso macula e profana a religião; a mesma cousa acontece com uma mulher que teve vários maridos; mas entretanto as mulheres não se juntam a seus maridos, únicamente se apresentam, e os maridos se juntam a elas. Saiba-se que os Maridos conhecem raramente suas esposas, mas as esposas, conhecem muito bem os maridos; e isso porque as mulheres têm uma percepção interior do amor, e os homens tem únicamente uma percepção exterior.
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