CL &49

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- V. Se podem, viver, juntos, permanecem esposos; mas se não o podem, êles se separam; às vezes o Marido da Esposa, às vêzes a Esposa, do Marido, às vêzes mutuamente um do outro.
Se se faz separações depois da morte, é porque as conjunções, que se fazem nas terras, se fazem raramente por alguma percepção interna do amor, mas se fazem por uma percepção externa que esconde o interno; a percepção externa do amor tem sua causa e sua origem em cousas que pertencem ao Amor do Mundo e do Corpo; as do Amor do mundo são principalmente as riquezas e as posses, e as do Amor do corpo são as dignidades e as honras;, e, além disso, são também diversos atrativos que seduzem, como a beleza e o fingimento de costumes decentes, algumas, vêzes mesmo a falta de castidade; e, além disso, os Casamentos se contraem nos região, da cidade ou da vila onde as partes nasceram, e onde habitam; e daí resulta uma escolha restrita e limitada às famílias que se conhecem, e que estão em uma condição semelhante de existência; dai vem que os casamentos contraídos no Mundo são ordinàriamente externos, e não ao mesmo tempo internos, quando entretanto a Conjunção interna, que é a das Almas, constitui o Casamento mesmo; e esta conjunção não é perceptível antes que o homem tenha se despojado do Externo e se revestido do Interno, o que se faz depois da morte; é portanto por isso que então se fazem as separações, e em seguida novas conjunções entre os que são semelhantes e homogêneos, a não ser que tenha sido provido para estas nas terras, o que tem lugar para os que desde a juventude amaram, desejaram e pediram ao Senhor uma aliança legítima e agradável com uma única pessoa do sexo, e que desprezam e desdenham os vagos caprichos do amor.

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