CL &50

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- VI. Então é dada ao homem uma Esposa, conveniente, e à mulher um marido conveniente.
A razão disso é que não podem ser recebidos no Céu para aí permanecer, senão os Esposos que foram interiormente unidos, ou que podem ser unidos em um; pois lá, dois Esposos são chamados não dois Anjos, mas um Anjo; o que é entendido por estas palavras do Senhor, "que êles não são mais dois, mas uma única carne". Se não são recebidos outros Esposos no Céu, é porque outros não podem ai coabitar, isto é, estar juntos em uma mesma casa, em um mesmo quarto e em uma mesma cama; com efeito, todos os que estão nos Céus foram consociados segundo as afinidades e as proximidades do amor, e tem habitações segundo estas afinidades e estas proximidades; pois no Mundo espiritual não há espaços, mas há aparências de espaço, e estas são segundo os estados de vida dos habitantes, e os estadGs da vida são segundo os estados do amor; é por isso que ninguém aí pode morar senão em sua casa, a qual foi provida para êle, e lhe foi designada, segundo a qualidade do seu amor; se morar em outro lugar, sentirá o peito opresso, e respirará com dificuldade; dois não podem morar juntos em uma casa, a não ser que sejam semelhantes; e os Esposos não podem de modo algum a não ser que tenham inclinações mútuas; se têm inclinações externas e não ao mesmo tempo internas, a casa mesma ou o lugar mesmo os separa, os regeita e os expulsa; é por causa disso que, para os que, após a preparação, são introduzidos no Céu, é provido um Casamento com um cônjuge cuja alma se inclina à união com a do outro, a ponto de não quererem ser duas vidas, mas uma só vida; é por esta razão que, depois da separação é dada ao homem uma esposa conveniente, e à mulher um marido conveniente.

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