- Mas é preciso que se saiba que não há Amor conjugal absolutamente casto ou puro entre os homens, nem entre os anjos; há sempre alguma cousa de não-casto ou de não-puro, que se adjunta ou se liga a ele em baixo, mas isso é de uma outra natureza diferente da que pertence ao incasto; pois neles o casto está em cima, e o não-casto em baixo, e entre um e outro foi colocado pelo Senhor como que uma porta com gonzos, que é aberta por determinação, e foi provido para que esta porta não fique aberta, com receio de que um não passe ao outro, e se misturem; pois o Natural do homem é, de nascença maculado e cheio de males, mas assim não acontece com seu espiritual porque seu nascimento vem do Senhor, pois é a regeneração, e a regeneração é uma separação progressiva dos males aos quais o homem é inclinado por nascimento. Que amor algum nos homens e nos anjos não seja absolutamente puro, e não possa vir a sê-lo mas que o fim, do designo e a intenção da vontade sejam, principalmente, encarados pelo Senhor, e que por conseqüência quanto mais o homem está nisso e nisso persevera, tanto mais é iniciado na pureza, e nela faz progressos, vê-se acima, n º 11.
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