CL &179

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- XX. 0 Amor verdadeiramente conjugal considerado em si mesmo, é a união das almas, a conjunção das mentes, e o esforço para conjunção no peito, e em conseqüência no corpo. Que este amor seja a união das almas e a conjunção das mentes, vê-se acima, n. 158; que seja o esforço para conjunção no peito, é porque o Peito é como um Lugar onde se reúne a assembléia e como um Palácio de rei, e o Corpo como uma Cidade populosa em torno. Se o Peito é como um Lugar onde se reúne a assembléia, é porque todas as cousas que pela alma e pela mente tem uma determinação no corpo, influem a princípio no peito; se é como um Palácio de rei, é porque aí há o Coração e o Pulmão, e por toda parte o coração reina pelo sangue, e o pulmão pela respiração; que o Corpo seja como uma Cidade Populosa em torno, isso é evidente. Quando portanto as Almas e as Mentes dos esposos foram unidos e que o amor verdadeiramente conjugal os une segue-se que esta amável união influi em seus peitos, e por estes em seus corpos, e produz o esforço para a conjunção; e isso tanto mais que o amor conjugal determina o esforço para seus últimos completarem seus deliciosos prazeres; e como o peito é o lugar onde terminam os dois caminhos (vindo da mente e do corpo) vê-se claramente de onde vem que o amor conjugal aí encontre a sede de seu delicado sentido.

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