CL &180

O Amor Conjugal
Emanuel Swedenborg
As Delicias da Sabedoria sobre o Amor Conjugal e as Volupias da Loucura sobre o Amor Escortatório

- XXI. Os estados deste amor são à inocência, a Paz, a Tranqüilidade, a Amizade íntima, a Plena Confiança, e o Deseja da alma (animus) e do coração de fazer um ao outro toda sorte de bens; e os estados provenientes destes são a Beatitude, a Satisfação, o Prazer, a Volúpia; e do gozo eterno de todas estas coisas resulta a Felicidade celeste. Se todas estas coisas estão no Amor conjugal e dele derivam, é porque este amor tem por origem o Casamento do bem e do vero e que este Casamento procede do Senhor, e porque este Amor é tal que quer comunicar alegrias a um e outro que ama de todo coração, e mesmo lh'as transferir, e por esse meio achar as suas- portanto infinitamente mais o Divino Amor, que está no Senhor, a respeito do homem, que Ele criou Receptáculo do Amor e da Sabedoria que procedem d'Ele; e pois Ele criou o Homem (Homo) para a recepção, a saber, o Homem (Vir) para a recepção da Sabedoria, a Mulher para a recepção do amor da sabedoria do homem, é por isso que pelos íntimos infundiu nos homens (homines), o Amor conjugal para o qual pôde transferir todas as causas da beatitude, da satisfação, do prazer e da volúpia, que procedem unicamente de Seu Divino Amor por Sua Divina Sabedoria ao mesmo tempo que a vida, e que influem, por conseqüência, naqueles que estão no amor verdadeiramente conjugal porque só êles são recipientes. Fez-se menção da Inocência, da Paz, da Tranqüilidade, da Amizade íntima, da plena Confiança, e do Desejo da mente (animus) e do coração, de fazer um ao outro toda sorte de bem, porque a Inocência e a Paz pertencem à alma, alma, a Tranqüilidade à mente, a Amizade íntima ao peito, a plena confiança ao coração, e que o Desejo da mente (animus) e do coração de fazer um ao outro toda sorte de bem pertence ao corpo segundo as causas precedentes.

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