- Dá-se o mesmo com o Amor e a Sabedoria, com a única diferença que as substâncias e as formas, que são o amor e a sabedoria, não aparecem diante dos olhos, como os órgãos dos sentidos externos; mas não obstante, ninguém pode negar que as cousas do amor e da sabedoria, que são chamadas pensamentos, percepções e afeições, sejam substâncias e formas, e não seres (entia) voláteis que fluem do nada, ou abstrações sem substância nem forma reais e efetivas, substância e forma que são os sujeitos; com efeito, há no cérebro inúmeras substâncias e inúmeras formas, nas quais reside todo sentido interior que se refere ao entendimento e à vontade. Que todas as afeições, as percepções e os pensamentos não sejam sopros exalados destas substâncias e destas formas, mas que sejam na atualidade e na realidade sujeitos que nada emitem deles mesmos, mas que unicamente sofrem mudanças segundo os afluentes que afetam, é o que se pode ver pelo que acaba de ser dito dos sentidos externos. Abaixo será dito mais sobre os afluentes que afetam.
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