- Por isso, pode-se ver quanto pensam sensualmente, isto é, segundo os sentidos do corpo, e segundo as trevas destes sentidos nas cousas espirituais, aqueles que dizem que a Natureza é por si mesma; pensam segundo o olho, e não podem pensar segundo o entendimento; pensamento segundo o olho fecha o entendimento, mas o pensamento segundo o entendimento abre o olho aqueles não podem pensar alguma cousa sobre o Ser e o Existir em si, nem pensar e é o Eterno, o Incriado e o Infinito; não podem tampouco pensar alguma cousa, sobre a Vida, senão como uma causa volátil que cai no nada, nem de outro modo sobre o Amor e a Sabedoria; não pensam absolutamente que é de um e de outro que procedem todas as cousas da natureza. Que todas as cousas da natureza procedem do amor e da sabedoria, não se pode tampouco ver, a não ser que a natureza seja considerada segundo os Usos em sua série e em sua ordem, e não segundo algumas de suas formas, que são os objetos do olho só; pois os usos não provêm senão da vi a, e sua série e sua ordem não provêm senão da sabedoria e do amor, mas as formas são os continentes dos usos; se, portanto não se considera senão as formas, não se pode ver na natureza alguma cousa da vida, nem com mais forte razão alguma cousa do amor e da sabedoria, nem por conseqüência alguma cousa de Deus.
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