- A Criação mesma não forem ser posta ao alcance da concepção, se o espaço e o tempo forem afastados do pensamento; mas se forem afastados ela pode ser apreendida. Afasta-os, se o podes, ou tanto quanto podes, e mantém a mente em uma idéia separada do espaço e ao tem o, e perceberás que o muito grande do espaço e o muito pequeno do espaço em nada diferem, e então não poderás ter da Criação do universo senão uma idéia semelhante à da Criação dos singulares no Universo, e verás que a diversidade nos objetos criados vem de que os Infinitos estão em Deus-Homem, e por conseqüência os indefinidos no Sol, que é o primeiro procedente de Deus, e de que estes indefinidos existem como que em uma imagem no Universo criado; provém dai que não possa haver em lugar algum uma cousa que seja a mesma que uma outra; dai vem à variedade de todas as cousas, variedade que se apresenta diante dos olhos com o espaço no Mundo natural, e na aparência de espaço no Mundo espiritual; e a variedade concerne aos comuns e concerne aos singulares. Estão ai cousas que foram demonstradas na Primeira Parte; por exemplo, que em Deus-Homem os Infinitos são distintamente um, nºs17 a 22; que todas as cousas do Universo foram criadas pelo Divino Amor e pela Divina Sabedoria de Deus-Homem, nºs 52, 53; que todas as cousas do Universo são recipientes do Divino Amor e da Divina Sabedoria de Deus-Homem, nº 55 a 60; que o Divino não está no espaço, nº 7 a 10; que o Divino enche todos os espaços sem espaço, nº 69 a 72; que o Divino é o mesmo nos muito grandes e nos muito pequenos, nº 77 a 82.
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