- A Doutrina dos Graus, que é dada nesta Parte, foi ilustrada até ao presente por diferentes cousas que existem em um e outro Mundo; assim, pelos graus dos Céus onde estão os Anjos, pelos graus do calor e da luz entre os Anjos, pelos graus das atmosferas, e por diferentes cousas no corpo humano, e também no Reino animal e no Reino mineral. Mas esta doutrina é de uma extensão mais ampla; estende-se não somente às cousas Naturais, mas também às cousas Civis, Morais e Espirituais, e a tudo que as concerne tanto em geral como em particular. Há duas razões pelas quais a doutrina dos graus se estende também a estas cousas; a Primeira, é que em
tudo de que se pode falar há um trino, que é chamado fim, causa e efeito, e que estas três cousas estão entre si segundo os graus de altura.
A Segunda razão, é que todo Civil, todo Moral e todo Espiritual, não é uma abstração, mas é uma substância, pois do mesmo modo que o amor e a sabedoria não são cousas abstratas, mas uma substância, como foi mostrado acima, n 40 a 43, do mesmo modo também todas as cousas que são chamadas civis, morais e espirituais; pode-se, é verdade, pensar nelas fazendo abstração das substâncias, mas contudo em si mesmas elas não são abstrações; assim, por exemplo, a afeição e o pensamento, a caridade e a fé, a vontade e o entendimento feito, acontece com estas cousas como com o amor e a sabedoria, quer dizer que elas não existem fora dos sujeitos, que são substâncias, mas que são os estados dos sujeitos ou substâncias; que sejam suas mudanças que manifestam as variações, ver-se-á no que segue. Por substância entende-se também a forma, pois não há substância sem forma.
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