SA &386

Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- VI. A mente do homem é o espírito do homem, e o corpo é o externo pelo qual a mente ou o espírito sentem e agem no mundo. Que a Mente do homem seja o espírito do homem, e que o espírito seja o homem, é o que não podem receber fàcilmente pela fé aquêles que pensam que o espírito é um vento, e que a alma é como alguma cousa de etérea, tal como é o sôpro exalado pelo pulmão, pois dizem: Como o espírito pode ser o homem, pois que é o espíritoP e como a alma pode ser o homem, pois que é a almaP exprimem-se da mesma maneira a respeito de Deus, porque é chamado EspíritoP Esta idéia sôbre o espírito e sôbre a alma, êles a tiraram de que em algumas lín-guas o espírito e o vento são uma mesma palavra; depois também de que, quando o homem morre, se diz que entregou o espírito ou a alma, e que a vida revém quando o espírito ou a alma (sôpro) do pulmão revém aos que foram sufocados ou que caíram em desfalecimento; e como então não percebem senão ventõ e ar, julgam pelo ôlho e o sen-tido do corpo que o espírito e a alma do homem, depois da morte, não é o homem. Dêste julgamento corporal sôbre o espírito e sôbre a alma resultaram diversas hipóteses, e daí nasceu a fé que o homem não se

torna homem senão no dia do Julgamento final, e que até êsse mo-mento permanece em algum lugar, e espera a reunião, conforme o que foi dito na Continuação sôbre o Julgamento Final, ns. 32 a 38. Como a Mente do homem é o espírito do homem, é por isso que os anjos, que também são espíritos, são chamados Mentes.

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