SA &400

Sabedoria Angélica
Emanuel Swedenborg
Sobre o Divino Amor e Sobre a Divina Sabedoria

- II. O amor ou a vontade está contìnuamente no esfòrço para a forma humana, e para tudo que pertence à forma humana. Isso é evidente pela correspondência do coração com a vontade; com efeito, sabe-se que tôdas as causas do corpo são formadas no útero, e que são formadas por fibras partindo do cérebro, e por vasos sangiiíneos par-tindo do coração, e que as contexturas de todos os órgãos e de todas as vísceras são feitas por estas fibras e por êstes vasos; por isso é evi-dente que tôdas as causas do homem tirem da vida da vontade, que é o amor, sua existência segundo seus princípios procedentes dos cé-rebros pelas fibras e que tôdas as do corpo tiram do coração sua exis-tência pelas artérias e pelas veias. Por isto vê-se bem claramente que a vida, que é o amor e por conseguinte a vontade, está contìnuamento no esfôrço para a forma humana; o como a forma humana se compõe de tôdas estas causas, que estão no homem, segue-se que o amor ou a vontade está em um contínuo esfôrço e uma contínua tendência para formar tôdas estas cousas; se o esfôrço e a tendência são para a forma humana, é porque Deus é Homem, e que o Divino Amor e a Divina Sabedoria sâo a Sua Vida, donde procede tudo o que pertence à vida. Cada um pode ver que se a Vida, que é o Homem Mesmo, não agisse naquilo que não é a vida, não teria podido ser formada alguma cousa tal como o que está no homem, no qual há milhares de milhares de partes que fazem um, e tendem unânimemente para a imagem da Vida de que procedem, a fim de que o homem possa tornar-se seu receptá-culo e habitáculo. Por isso pode-se ver que o Amor, e pelo amor a Vontade, e pela vontade o Coração, estão contìnuamente no esfôrço para a forma humana.

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