- I. O Amor ou a Vontade é a sida mesma do homem. E' uma conseqiiência da correspondência do coração com a vontade, ver acima, ns. 378 a 381; pois assim como o coração age no corpo, assim a vontade age na mente; e assim como tôdas as cousas do corpo de-pendem do coração quanto à existência e quanto ao movimento, assim também tôdas as cousas da mente dependem da vontade quanto à existência e quanto à vida; se diz da vontade, mas entende-se do amor, pois a vontade é o receptáculo do amor, e o amor é a vida mesma, ver acima, ns. 1, 2, 3; e o amor que é a vida mesma vem do Senhor só. Que pelo coração e sua expansão no corpo pelas artérias e as veias, possa-se saber que o amor ou a vontade é a vida do homem, é por-que as causas que se correspondem agem da mesma maneira, com esta diferença que uma é natural e a outra espiritual. Como o Coração age no corpo, vê-se claramente pela anatomia, por exemplo, nisto, que tudo vive, ou é submetido à vida, aí onde o coração age pelos vasos que saem dêle, e que nada vive aí onde o coração não age por seus vasos; e, além disso, o coração é o primeiro e o último que age no corpo, que seja o primeiro, vê-se pelos embriões; que seja o último, vê-se pelos agonizantes; e que êle aja sem a cooperação do pulmão, vê-se pelos que,estão sufocados e por aquêles que estão em desfalecimento. Por isso é evidente que, como a vida ào corpo, vida secundária (succentutiata), depende do coração s6, assim também a vida da mente depende da vontade s6, e que a vontade vive quando o pensamento cessou, do mesmo modo que o coração vive quando a rèspiraçâo cessou, assun como se vê ainda claramente pelos embriões, os agonizantes, os sufo-, cadas, e os que estão em desfalecimento. De tudo isso resulta que o, amor ou a vontade é a vida mesma do homem.
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