- Ora, pois que o Amor e a Sabedoria, e por conseguinte a Vontade e o Entendimento, são o que é chamado a Alma, e que no que segue é preciso dizer como a AJma age no Corpo, e aí opera tudo, e pois que isso pode ser conhecido pela correspondência cio Coração com a Vontade e do Pulmão com o Entendimento, eis por conseqiiên-cia o que esta correspondência revela: I. O Amor ou a Vontade é a Vida mesmo do homem. II. O Amor ou a Vontade está contìnua-mente no esfôrço para a forma Humana e para tudo que pertence à forma Humana. III. O Amor ou a Vontade não pode por sua forma humana fazer alguma cousa, sem um casamento com a Sabedoria ou o Entendimento. IV. O Amor ou a Vontade prepara a casa ou o leito nupcial para sua futura espôsa, que é a Sabedoria e o Entendimento. V. O Amor ou a Vontade prepara também tudo em sua forma hu-mana, a fim de poder agir conjuntamente com a Sabedoria ou o Enten-dimento. VI. Quando as núpcias foram feitas, a primeira conjunçãn existe pela afeição de saber, donde resulta a afeição do vero. VII. A segunda conjunção existe pela afeição de compreender, de que resulta a percepção do vero. VIII. A terceira conjunção existe pela afeição de ver o vero, de que resulta o pens."mento. IX. O Amor nu a Vontado por estas três conjunções está na vida sensitiva e na vida ativa. X. O Amor ou a Vont: de introduz a Sabedoria ou o Entendimento em tôdas as partes de sua casa. XI. O Amor ou a Vontade nada faz senão era eon]unqão cem a S:bedoria ou o Entendimento. XII. O Amor ou a Vontade se conjunta à Sabedoria ou ao Entendimento, e faz com que a Sabedoria ou o Entendimento seia recìprocamente conjunto. XIII. A Sabedoria ou o Entendimento, pelo poder que lhe dá o Amor ou a Vontade, pode ser elevado, e receber as causas quo são da luz procedendo do Céu, e as perceber. XIV. O Amor ou a Vontade pode igual-mente ser elevado e perceber as causas que são do calor procedendo do Céu, se ama a Sabedoria, sua espôsa, nesse grau. XV. De outro modo o Amor ou a Vontade retira de sua elevação a Sabedoria ou o Entendimento, para que aja como um com êle. XVI. O Amor ou a Vontade é purificado pela sabedoria no entendimento, se são elevados juntos. XVII. O Amor ou a Vontade é enodoado no entendimento e pelo entendimento, se não são elevados juntos. XVIII. O Amor puri-ficado pela sabedoria no entendimento torna-se espiritual e celeste. XIX. O Amor manchado no entendimento e pelo entendimento torna-se natural e sensual. XX. Não obstante resta a faculdade de compreen-der, que é chamada Racionalidade, e a faculdade de agir que é cha-mada Liberdade. XXI. O Amor espiritual e celeste é o Amor em re-lação ao pr6ximo e o amor para com o Senhor; e o amor natural e sensual é o amor do mundo e o amor de si. XXII. Dá-se com a cari-dade e a fé, e com sua conjunção, como com a vontade e o entendi-mento, e com a sua conjunção.
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