- XVIII. O Amor pnrificndo pela sabedoria no Entendimento torna-se espiritual e celeste. O homem nasce natural, mas conforme o entendimento é elevado à luz do Céu, e o amor é elevado ao calor do Céu, êle se torna espiritual e celeste; torna-se então como o jardim do éden, que está na luz da primavera e ao mesmo tempo no calor da primavera. Não é o entendimento que se torna espiritual e celeste, ma,s é o amor, e quando o amor assim se torna, torna também espiri-tual e celeste o entendimento, sua espôsa. O amor se torna espirìtual e celeste pela vida segundo os veros da sabedoria que o entendimento ensina e mostra; o amor haure êstes veros pelo entendimento, e não por si mesmo; pois o amor não pode se elevar, se não sabe os ver.os, e não os pode saber senão pelo entendimento elevado e ilustrado, e então tanto quanto ama os veros e os faz, tanto é elevado; pois uma cousa é compreender, e outra cousa é querer, ou uma cousa é falar, e outra cousa é fazer; lerá os que compreendem e enunciam veros da sabe-doria, mas não obstante não os querem e não os fazem; quando por-tanto o amor faz os veros da luz que compreende e enuncia, entâo é elevado. Que assim seja, o homem pode ver pela razão só; pois o que í o homem que compreende e enuncia os veros da sabedoria, enquanto que vive contra èstes veros, isto é, enquanto que contra êles quer e fazer??? Se o amor puri.'icado pela sabedoria se torna espiritual e celeste, é porque há no homem três graus da vida, que são chamados natural, espiritual e celeste, de que se tratou na Terceira Parte desta Obra, e porque o homem pode ser elevado de um dêsses graus ao outro; mas é elevado não pela sabedoria só, mas pela vida segundo a sabedoria, pois a vida c'io homem é o amor do homem; portanto tanto quanto vive segundo a sabedoria, tanto ama a sabedoria; e vive segundo a sabe-doria tanto quanto se purifica das impurezas cpie são os pecados; e tanto quanto faz isso, tanto ama a sabedoria.
Download
Versão Impressa
Para estudo mais confortável, adquira esta obra em formato impresso.