DIVPROV &56

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. Que a Divina Providência, em tudo que faz, vise por si o infinito e o eterno, pode-se ver pelo fato de que tudo o que é criado de um Primeiro, que é o Infinito e o Eterno, procede até os últimos e, dos últimos, para o Primeiro de que procede (como se mostrou no tratado Divino Amor e Divina Sabedoria, na parte onde se tratou da criação do universo). E como em toda progressão existe intimamente o Primeiro de que se procede, segue-se que o Divino procedente ou a Divina Providência visa em tudo que faz alguma imagem do Infinito e Eterno. Visa isso em todos, mas em alguns com evidência perceptível e em outros sem essa evidência. Com evidência perceptível apresenta essa imagem na variedade, na frutificação e na multiplicação de todas as coisas.
[2] A imagem do infinito e do eterno na variedade de todas as coisas aparece no fato de não existir coisa alguma que seja a mesma que outra, e nem pode existir pela eternidade. Isto é claramente visível pelas faces dos homens desde a primeira criação, por conseguinte, também suas almas, das quais as faces são o tipo, e também pelas afeições, pelas percepções e pelos pensamentos, pois deles existem as mentes. Assim é que não existem em todo o céu dois anjos ou dois espíritos iguais, nem podem existir na eternidade. É semelhante em relação a todo objeto visto em ambos os mundos, tanto o natural quanto o espiritual. Por aí se pode ver que a variedade é infinita e eterna.
[3] A imagem do infinito e do eterno na frutificação e multiplicação de todas as coisas se vê pela faculdade ínsita nas sementes no reino vegetal e pela prolificação no reino animal, principalmente nos gêneros dos peixes que, se frutificassem e multiplicassem segundo essa faculdade, dentro de um século encheriam o espaço de todo o globo e mesmo do universo, pelo que é evidente que nessa faculdade se acha latente o esforço de sua propagação infinitamente. E como as frutificações e multiplicações não faltaram desde o princípio da criação, nem podem faltar na eternidade, segue-se que nessa faculdade também está o esforço de sua propagação na eternidade.

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