DIVPROV &78

Sabedoria Angélica sobre a DIVINA PROVIDÊNCIA
Emanuel Swedenborg
Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Divina Providência

. (iii.) Tudo o que o homem faz pelo livre segundo seu pensamento é-lhe apropriado como seu, e permanece. A razão disso é que o proprium do homem e o seu livre fazem um. O proprium do homem é a sua vida, e o que o homem faz por sua vida, pelo livre o faz. Também, o proprium do homem é aquilo que é de seu amor, pois o amor é a vida de cada um, e aquilo que o homem faz pelo amor de sua vida, pelo livre o faz. Que pelo livre o homem faça segundo o pensamento é porque aquilo que é do amor ou da vida de alguém está também no pensamento e pelo pensamento é confirmado; e quando é confirmado, então é feito pelo livre segundo o pensamento.
[2] Porque tudo o que o homem faz, pela vontade por meio do entendimento o faz, e o livre pertence à vontade e o pensamento pertence ao entendimento. O homem pode também pelo livre agir contra a razão, como também pelo não livre segundo a razão, mas isso não é apropriado ao homem; está somente na boca em seu corpo, e não no espírito ou seu coração. Mas o que está no seu espírito e coração também se torna de sua boca e de seu corpo.
[3] Por ser apropriado ao homem se entende entrar em sua vida e tornar-se de sua vida, conseqüentemente, tornar-se seu proprium. Que, todavia, não haja coisa alguma própria do homem, mas que lhe pareça assim, é o que se verá na seqüência. Aqui se diz somente que todo bem que o homem faz pelo livre segundo a razão lhe é apropriado como seu, porque pensar, querer, falar e fazer lhe parecem como seu. Entretanto, o bem não é do homem, mas do Senhor com o homem (vê-se acima, n° 76). De que modo, porém, o mal lhe é apropriado, ver-se-á no artigo próprio.

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