. Até aqui foram explicadas as coisas que foram referidas acima (n° 237), pelas quais o homem meramente natural se confirma contra a Divina Providência. Agora devem ser explicadas as coisas que seguem (n° 238), que concernem às religiões das diversas nações, que também podem servir ao homem meramente natural como argumentos contra a Divina Providência, pois esse diz em seu coração: "Como podem existir tantas religiões divergentes e não uma só, verdadeira, em todas as terras do globo, quando a Divina Providência tem por fim um céu formado pelo gênero humano?" - como se mostrou acima (n° 27-45). Mas ouve, peço-te: todos os que nasceram homens, tantos quantos forem e em qualquer religião que estejam, podem ser salvos, contanto somente que reconheçam a Deus e vivam segundo os preceitos que estão no Decálogo, os quais são: não matar, não cometer adultério, não roubar e não dar falso testemunho, pelo motivo de que fazer tais coisas é contra a religião, assim, contra Deus. Neles há o temor de Deus e o amor ao próximo. O temor de Deus, porque pensam que fazer tais coisas é contra Deus, e o amor ao próximo porque matar, adulterar, roubar, dar falso testemunho e cobiçar a casa e a esposa alheias é contra o próximo. Aqueles que em sua vida se voltam para Deus e não fazem mal ao próximo são conduzidos pelo Senhor; e os que são conduzidos pelo Senhor são também conduzidos segundo a sua religião a respeito de Deus e do próximo, pois os que vivem assim amam ser conduzidos, mas os que vivem de outro modo não o amam. E visto que amam ser conduzidos, depois da morte, quando se tornam espíritos, são também instruídos pelos anjos e recebem livremente os veros tais que estão na Palavra. Sobre isso, vê-se alguma coisa na Doutrina da Nova Jerusalém sobre a Escritura Santa (n° 91-97 e 104-113).
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