. Mas, para que se saiba melhor o que é o céu e o que é o inferno, tomem-se os prazeres do bem em lugar das afeições do bem, e os prazeres do mal em lugar das concupiscências do mal, pois não existem afeição e concupiscência sem os prazeres, porque esses fazem a vida de cada um. Eles foram assim distintos e conjuntos, como se disse acima a respeito das afeições do bem e das concupiscências do mal. O prazer de suas afeições enche e envolve cada anjo do céu, e também um prazer geral enche e envolve cada sociedade do céu, e o prazer de todos juntamente ou o mais geral enche e envolve todo o céu. De modo semelhante, o prazer de suas concupiscências enche e envolve cada espírito do inferno, e o prazer geral, cada sociedade do inferno, e o prazer de todos ou o mais geral, todo o inferno. Pois que as afeições do céu e as concupiscências do inferno, como foi dito acima, são diametralmente opostas entre si, é evidente que o prazer do céu é um desprazer tal no inferno que não se pode suportar; e, ao contrário, o prazer do inferno é um tal desprazer no céu que é impossível suportá-lo. Daí vêm a antipatia, a aversão e a separação.
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