HH 267

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Que os anjos possam receber tanta sabedoria, é porque seus interiores foram abertos e a sabedoria, assim como toda perfeição, aumenta para os interiores, por conseguinte, segundo a sua abertura *184. Há em cada anjo três graus de vida que correspondem aos três céus (veja-se ns. 29-40); aqueles em que o primeiro grau foi aberto estão no primeiro ou extremo céu; aqueles em que o segundo grau foi aberto estão no médio ou segundo céu; mas aqueles em que o terceiro grau foi aberto estão no terceiro ou íntimo céu. A sabedoria dos anjos nos céus é segundo esses graus. Assim, a sabedoria dos anjos do céu íntimo transcende imensamente a sabedoria dos anjos do céu médio e a sabedoria destes transcende a sabedoria dos anjos do extremo céu (veja-se acima, ns. 209, 210; e os que são os graus, n. 38). Que sejam assim discriminados, é porque as coisas que estão no grau superior são singulares e as que estão no inferior, gerais e as gerais são continentes das singulares. Acontece com as singulares para as gerais assim como milhares ou miríades para a unidade; assim é a sabedoria dos anjos dos céus superiores relativamente à sabedoria dos anjos dos céus inferiores. Mas a sabedoria destes últimos transcende semelhantemente a sabedoria dos homens, pois o homem está em seu corpóreo e seus sensuais e as coisas corpóreas sensuais do homens estão no grau ínfimo. Por aí é evidente qual é a sabedoria daqueles que pensam pelos sentidos, isto é, aqueles que se chamam homens sensuais, a saber, que não estão em sabedoria alguma, mas somente na ciência *185. É diferente, porém, com os homens cujos pensamentos são elevados acima das coisas sensuais e ainda mais com aqueles cujos interiores foram abertos para a luz do céu.

*184 Que quanto mais o homem é levado dos externos para os interiores, mais esteja luz, assim, mais venha à inteligência (n. 6183, 6313). Que a elevação seja real (n. 7816, 10330). Que a elevação dos externos para interiores seja como da nuvem para a luz (n. 4598). Que os exteriores sejam os mais afastados do Divino no homem, por isso são relativamente obscuros (n. 6451). E também relativamente desordenados (n. 996, 3855). Que os interiores sejam mais perfeitos, porque estão mais próximos do Divino (n. 5146, 5147). Que nos internos haja milhares e milhares de coisas que, nos externos, aparecem como uma só (n. 5707). Que, assim, a percepção e o pensamento sejam mais claros quanto mais são interiores (n. 5920).
*185 Que o sensual seja o último da vida do homem, aderente e inerente ao seu corpóreo (n. 5077, 5767, 9212, 9216, 9331 9730). Que é chamado homem sensual aquele que julga e conclui todas as coisas pelos sentidos do corpo e em nada crê senão no que vê co m os olhos e toca com as mãos (n. 5094, 7693). Que esse homem pense nos externos e não interiormente em si (n. 5089, 5094, 6564, 7693). Que seus interiores estejam fechados, de sorte que nada vê dos veros espirituais (n. 6564, 6844, 6845). Numa palavra, que esteja na grosseira luz natural e, assim, nada percebe do que é da luz do céu (n. 6201, 6310, 6564, 6598, 6612, 6614, 6622, 6624, 6844, 6845). Que o interior seja contra as coisas que são do céu e da igreja (n. 6201, 6316, 6844, 6845, 6948, 6949). Qu e assim se tornem os eruditos que se confirmaram contra os veros da igreja (n. 6316). Que os homens sensuais sejam mais astutos e maliciosos do que os outros (n. 7693. 10236). Que raciocinem mais penetrante e habilmente, mas pela memória corpórea, na qua l põem toda a inteligência (n. 195, 196, 5700, 10236). Mas que o façam pelas falácias dos sentidos (n. 5084, 6948, 6949, 7693).

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