. São adjuntos ao homem espíritos que são tais quais ele mesmo é quanto à afeição ou quanto ao amor, mas os bons espíritos lhe são adjuntos pelo Senhor, enquanto os maus são atraídos pelo próprio homem. Todavia, os espíritos no homem são mudados segundo as mudanças das afeições; assim, uns espíritos estão nele na infância, outros na meninice, outros no adolescência e na juventude e outros na velhice. Na infância se adjuntam espíritos que estão na inocência, assim, que se comunicam com o céu da inocência, que é o céu íntimo ou terceiro; na meninice se adjuntam espíritos que estão na afeição de saber, assim, que se comunicam com o céu extremo ou primeiro; na adolescência e na juventude se adjuntam espíritos que estão na afeição do vero e do bem e, assim, na inteligência, que se comunicam com o céu segundo ou médio; na velhice, porém, são adjuntos espíritos que estão na sabedoria e na inocência, assim, que se comunicam com o céu íntimo ou terceiro. Mas essa adjunção é feita pelo Senhor nos que podem ser reformados e regenerados, porém é diferente nos que não podem ser reformados ou regenerados; a esses se adjuntam também bons espíritos, para que sejam por eles desviados do mal tanto quanto possível, mas a imediata conjunção deles é com os maus espíritos que se comunicam com o inferno, onde eles são tais quais os homens mesmos são. Se são amantes de si ou amantes do lucro, ou amantes da vingança, ou amantes do adultério, espíritos semelhantes se lhes adjuntam e habitam, por assim dizer, em suas más afeições. E esses se aproximam dele quanto mais o homem não pode ser desviado do mal pelos bons espíritos; e, quanto mais reina a afeição, mais se lhe aderem e não se retiram. Assim o homem mau é conjunto ao inferno e o homem bom é conjunto ao céu.
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