HH 374

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Ouvi um anjo descrevendo o amor verdadeiramente conjugal e seus prazeres celestes deste modo: é o Divino do Senhor nos céus, que é o Divino bem e o Divino vero, unido em dois; todavia não são dois, mas um só. Dizia que dois cônjuges no céu são esse amor, porque cada um é o seu bem e o seu vero quanto à mente e quanto ao corpo, pois o corpo é efígie da mente, visto que é formado à sua semelhança. Deduzia daí que o Divino está em efígie nos dois que estão no amor verdadeiramente conjugal; e como o Divino assim está ali, o céu também está, porque todo o céu é o Divino bem e o Divino vero procedente do Senhor. E que assim é que todas as coisas do céu tenham sido inscritas nesse amor, tantas beatitudes e prazeres que excedem um número que ele exprimia por uma palavra que envolve miríades de miríades. Admirou-se de que o homem da igreja nada soubesse disso, quando, todavia, a igreja é o céu do Senhor nas terras e o céu é o casamento do bem e do vero. Dizia que ficava estupefato quanto pensava que na igreja, mais do que fora dela, sejam perpetrados e também confirmados adultérios, cujo prazer em si, todavia, não é outro – no sentido espiritual e, assim, no mundo espiritual – senão o prazer do amor do falso conjunto ao mal, prazer esse que é o prazer infernal, porque é inteiramente oposto ao prazer do céu, que é o prazer do amor do vero conjunto ao bem.

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