. Todas as sociedades nos céus são distintas segundo os seus usos, visto que são distintas segundo os bens (como foi dito acima, n. 41 e seq.). E os bens são bens no ato ou bens da caridade, que são os usos. Há sociedades cuja função é cuidar das crianças; há outras sociedades cuja função é instruí-las e educá-las quando crescem; há outras que igualmente instruem e educam os meninos e meninas que são de boa índole pela educação no mundo e que daí vêm ao céu; há outras que ensinam os bons simples do mundo cristão e os guiam no caminho do céu; há outras que fazem o mesmo em relação às diversas gentes; há outras que protegem os espíritos noviços – os que vieram recentemente do mundo – das infestações por maus espíritos; há, também, as que estão adjuntas àqueles que estão na terra inferior; e também há as que estão adjuntas àqueles que estão nos infernos e os moderam, para que não ultrapassem limites prescritos e se torturem mutuamente; há, ainda, as que se adjuntam àqueles que são ressuscitados dos mortos. Em geral, anjos de cada sociedade são enviados aos homens a fim de os guardar e desviar das afeições e, assim, dos pensamentos maus e inspirar-lhes afeições boas tanto quanto receberem pela liberdade; por esse meio, também governam as ações ou obras do homem, removendo, tanto quanto possível, as intenções más. Os anjos, quando estão nos homens, habitam, por assim dizer, em suas afeições e o fazem de mais perto do homem na medida em que está no bem pelos veros e de mais longe na medida em que se distancia pela vida *254. Mas todas essas funções dos anjos são funções do Senhor pelos anjos, pois os anjos as desempenham não por si mesmos, mas pelo Senhor. Assim é que pelos “anjos”, na Palavra, em seu sentido interno, não se entendem os anjos, mas algo do Senhor. E daí é, também, que os anjos na Palavra são chamados “deuses” *255.
*254 Dos anjos com as crianças e, depois, nos meninos e assim sucessivamente (n. 2303). Que o homem seja ressuscitado dos mortos pelos anjos; por experiência (n. 168-189). Que sejam enviados anjos aos que estão no inferno, para que não se torturem uns ao s outros além da medida (n. 967). Sobre os ofícios dos anjos para com os homens que vêm à outra vida (n.2131). Que haja espíritos e anjos com todos os homens e que o homem seja conduzido pelo Senhor por meio de espíritos e anjos (n. 50, 697, 2796, 2887, 2888, 5847-5866, 5976-5993, 6209.). Que os anjos tenham domínio sobre os maus espíritos (n. 1755).
*255 Que per “anjos”, na Palavra, seja significada alguma coisa Divina proveniente do Senhor (n. 1925, 2821, 3039, 4085, 6280, 8192). Que os anjos sejam chamados “deuses”, na Palavra, pela recepção do Divino vero e bem proveniente do Senhor (n. 4295, 440 2, 8192, 8301).