HH 402

O Céu e o Inferno
Emanuel Swedenborg
O Céu e as suas Maravilhas, e o Inferno, Segundo o que foi ouvido e visto

. Todos os prazeres do céu foram conjuntos aos usos e aí estão presentes, porque os usos são os bens do amor e da caridade, em que se acham os anjos. Por isso, há para cada um, prazeres tais quais são os usos e também num grau tal qual é a afeição do uso. Que todos os prazeres do céu sejam prazeres do uso, pode-se ver pela comparação com os cinco sentidos do corpo no homem. Para cada sentido há um prazer segundo seu uso: para a visão, um prazer, para a audição o seu, para o olfato o seu, para o paladar o seu e para o tato o seu. O prazer da visão vem da beleza das formas; o da audição, o das harmonias; o do olfato, dos odores; o do paladar, dos sabores. Aqueles que ponderam e, ainda mais plenamente, aqueles que conhecem as correspondências conhecem os usos que cada sentido presta. Que haja tal prazer para a visão é por causa do uso que presta ao entendimento, que é a visão interna. Que haja tal prazer para a audição é por causa do uso que presta, pela auscultação, ao entendimento e à vontade. Que haja tal prazer para o olfato é por causa do uso que presta ao cérebro e também aos pulmões. Que haja tal prazer para o paladar é por causa do uso que presta ao estômago e, assim, a todo o corpo, para nutri-lo. O prazer conjugal, que é o prazer mais puro e mais refinado do tato, excede a todos os outros prazeres por causa do uso, que é a procriação do gênero humano e, assim, dos anjos do céu. Esses prazeres estão presentes nos sentidos pelo influxo do céu, onde todo prazer é do uso e segundo o uso.

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